Escoamento da carne bovina segue lento no atacado com as proteínas alternativas mais acessíveis ao consumidor

Publicado em 14/12/2021 12:08 e atualizado em 14/12/2021 15:53
Cortes de dianteiro acumulam queda de 10% frente ao observado no início de dezembro, enquanto os cortes do traseiro registraram recuo de 2%.
Fernando Henrique Iglesias - Analista da Safras & Mercado

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Apesar de queda nos preços do corte dianteiro, escoamento da carne bovina no mercado atacadista segue lento diante as proteínas alternativas mais acessíveis ao consumidor.

O escoamento da carne bovina segue lento no mercado interno, principalmente pelo fato das proteínas alternativas que estão mais acessíveis aos consumidores. No acumulado de dezembro, os cortes de dianteiro já recuaram 10%, em que o dianteiro com osso estava precificado em R$ 15,70/kg para R$ 14,80/kg, enquanto os cortes de traseiro tiveram queda de 2%. 

De acordo com o Analista de Mercado da Safras & Mercados, Fernando Henrique Iglesias, a demanda de final de ano está contribuindo para a sustentação dos preços dos cortes de traseiro. “Os preços dos cortes mais nobres não tiveram a mesma queda observadas nos cortes do dianteiro, podemos atribuir isso a proximidade do final de ano que as pessoas tem como preferência cortes para churrasco”, informou.  

As indústrias conseguiram preencher as programações de abate até o final do ano e as ofertas de preços estão em torno de R$ 300,00/@ a R$ 310,00/@, mas tem tentativas abaixo desses valores que não estão sendo concretizados. “Os pecuaristas estão conseguindo manter os animais nos pastos, o que permite negociar valores melhores com as indústrias”, destacou em entrevista ao Notícias Agrícolas. 

Para o mercado ter uma retomada nos preços, o analista aponta que somente a demanda externa pode mudar o cenário para a cotação da arroba. “Enquanto a China ficar fora das compras, vamos continuar com a acomodação nos preços da arroba. A volta da China é fundamental para que a arroba registre novos patamares de preços no início de 2022”, ressaltou. 

O último trimestre de 2021 deve encerrar como o pior período para as exportações de carne bovina desde o segundo semestre de 2019. “Apesar de outros países terem aumentado as compras do produto brasileiro, a China é que demanda em volume e receita e estamos sentindo esse impacto nos embarques de carne bovina”, concluiu. 

Por: Andressa Simão
Fonte: Notícias Agrícolas

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