Produção de carne bovina cresce no 1º bimestre, mas forte ritmo das exportações enxuga em 8% a oferta no mercado interno

Publicado em 08/03/2022 12:30 e atualizado em 08/03/2022 15:06
Exportações crescem quase 40% nos dois primeiros meses de 2022 e China segue liderando compras
Yago Travagini Ferreira - Analista de Mercado da Agrifatto

Podcast

Entrevista com Yago Travagini Ferreira - Analista de Mercado da Agrifatto sobre o Mercado do Boi Gordo

 

A produção de carne bovina registrou um incremento de 5% no primeiro bimestre de 2022, porém o ritmo aquecido das exportações ajudou a enxugar 8% da oferta que seria destinada ao mercado interno. A estimativa da consultoria Agrifatto aponta que a produção de carne teve um crescimento de 60 mil toneladas devido ao aumento de animais abatidos nos primeiros meses deste ano. 

De acordo com o Analista de Mercado da Agrifatto, Yago Travagini Ferreira, o volume embarcado de carne bovina teve um aumento de 38% nos primeiros dois meses deste ano, se comparada ao primeiro bimestre de 2021. “Podemos atribuir que a sustentação dos preços da arroba está sendo influenciada pela exportação e a China como a principal compradora do produto brasileiro”, informou.  

Atualmente, a participação da China nos embarques de carne bovina brasileira é de 47% neste primeiro bimestre e a tendência é que aumente ao longo dos próximos meses. “A China comprou o maior volume da história para o mês de fevereiro e esse cenário deve seguir em março. Como os chineses têm comprado em bons volumes isso justifica os preços elevados para os animais que atendem esse mercado”, reportou. 

Com relação a competitividade da carne brasileira, o analista destaca que o produto brasileiro segue com preços bem atrativos frente aos demais países. “Acompanhando o mercado internacional da carne bovina vamos ter exportações recordes novamente e preços bem firmes para o boi gordo”, concluiu. 

Por: Aleksander Horta e Andressa Simão
Fonte: Notícias Agrícolas

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Pecuaristas que não usaram nenhuma estratégia de proteção de preços e precisam entregar os animais agora, estão perdendo no mínimo R$400 por cabeça
Oferta de animais dá sinais de arrefecimento, mas redução da demanda pela carne brasileira continua como fator de pressão da arroba
Centro-Oeste melhora estratégias na dieta e reduz em 10% custo da arroba produzida em Confinamento
Pressão sobre as cotações da arroba diminuiu mas ainda é cedo para falar em fim do movimento de baixa
Programa da Alta identifica, com precisão, touros que apresentam as melhores taxas de concepção em condições reais de manejo.
Regulação na oferta de animais só deve acontecer a partir de outubro, enquanto isso, arroba do boi vai seguir pressionada pela menor demanda da China