Maior parte dos negócios em SP para o boi china já acontece na faixa dos R$340,00 e pressão deve continuar

Publicado em 30/03/2022 12:43 e atualizado em 30/03/2022 15:04
Escalas de abate mais longas, real valorizado, incerteza sobre demanda chinesa deram tom mais negativo aos preços
Fernando Henrique Iglesias - Analista da Safras & Mercado

Podcast

Entrevista com Fernando Henrique Iglesias - Analista da Safras & Mercado sobre o Mercado do Boi Gordo

As negociações para o boi gordo estão sendo realizadas no patamar dos R$ 340,00/@ no estado de São Paulo.  A expectativa do mercado é que a pressão sobre os valores deve se intensificar nas próximas semanas. O cenário baixista está sendo influenciado pelas escalas alongadas, o real valorizado e a incerteza sobre a demanda chinesa. 

Segundo o Analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, as indústrias frigoríficas estão com mais capacidade para testar novos preços no mercado. “Com as escalas alongadas, as indústrias conseguem pedir valores menores pela arroba bovina e estão conseguindo fechar bons volumes de negócios nas principais praças pecuárias”, informou. 

Por conta da nova onda de coronavírus na China, o mercado ainda não sabe como a demanda chinesa será nos próximos meses. “Hoje, temos uma unidade que está suspensa de exportar para China justamente por essa questão sanitária em que foram encontrados traços da doença nos produtos brasileiros”, comentou. 

Por: Aleksander Horta e Andressa Simão
Fonte: Notícias Agrícolas

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Carne bovina do Brasil tem outros destinos para driblar cota da China, diz Abrafrigo
Novos recursos para o programa de recuperação sustentável das pastagens com o Renova Pasto do Rabobank
Fluxo firme de exportações, carne valorizada no mercado interno e redução na oferta de animais motivam alta da arroba do boi
Capim híbrido mais eficiente nas áreas de semiárido do Brasil, com resistência ao clima e alto valor nutricional
Cenário positivo para arroba do boi conta com demanda exportadora forte, mercado interno com carne valorizada e redução gradativa dos abates
Países mais exigentes em qualidade da carne estimulam frigoríficos a usar tecnologia para medir teor de gordura