Soja: Em ano de safra recorde, BR embarca 11% mais do que em 2024 e 16% a mais do que a média no acumulado de 25

Publicado em 29/05/2025 10:04 e atualizado em 29/05/2025 12:01
Preços seguem sustentados pela demanda forte, porém, produtor precisa estar atento ao custo do carrego e da quebra técnica de seu produto. Estratégia deve contabilizar, inclusive, possível venda agora da soja e alocação melhor dos recursos para o rendimento.
Matheus Pereira - Sócio-Diretor da Pátria Agronegócios

A soja brasileira continua sendo muito demandada e o mercado vem trazendo sinais importantes aos produtores. E como explica o diretor da Pátria Agronegócios, Matheus Pereira, o mercado não vem buscar o produto do Brasil somente pelas tarifas impostas sobre os EUA, "ele vem porque temos qualidade, sustentabilidade, disponibilidade, temos logística, tudo melhor e mais eficiente do que os norte-americanos". 

Pereira detalha que o Brasil já contabiliza que já há cerca de 63 milhões de toneladas compromissadas com a exportação no acumulado de 2025, sendo este um recorde para o período, além de ser um volume maior em 11% se comparado ao do ano passado e 16% em relação à média dos últimos anos. 

Gráfico: Pátria Agronegócios

"E estamos em linha estatística para ultrapassar as 110 milhões de toneladas de soja exportadas neste ano", complementa o analista. Com esse número sendo atingido e somado a uma demanda interna de 58,4 milhões de toneladas, o Brasil poderia concluir o 2025 com estoques finais semelhantes ou até mesmo menores do que os de 2024. 

Neste cenário, o Brasil já tem pouco mais de 60% da soja 2024/25 já comercializada, com algo entre 67 e 68 milhões de toneladas ainda para ser vendida. Em números absolutos, o volume é elevado, porém, em percentual, o dado está também dentro da média. E as exportações e a demanda interna também são maiores do que as registradas no ano passado. 

Dessa forma, será importante que o sojicultor do Brasil refine suas estratégias comerciais para participar das oportunidades que o mercado vem oferecendo da melhor forma. No entanto, as atenções sobre o custo do carrego da soja, da armazenagem, da quebra técnica versus o custo do dinheiro precisam estar nestas estratégias para se defina o melhor caminho. 

Acompanhe a análise completa e as orientações de Matheus Pereira no vídeo acima. 

Por: Carla Mendes | Instagram @jornalistacarlamendes
Fonte: Notícias Agrícolas

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