Soja: Após USDA altista, mercado em Chicago entra em novo momento, atento à demanda e nova safra do Brasil

Publicado em 13/08/2025 10:10 e atualizado em 13/08/2025 11:42
Com aperto nos EUA apontado no relatório desta 3ª (12), atenções ao clima, área e estratégias do produtor brasileiro ganham ainda mais importância e evidência. Agrinvest estima aumento de área de 'apenas' 700 mil hectares para a safra 2025/26.
Eduardo Vanin - Analista de Mercado da Agrinvest

O mercado da soja entra em um novo momento depois da chegada do novo boletim mensal de oferta e demanda que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reportou nesta terça-feira (12), explica o analista do complexo soja e diretor da Agrinvest Commodities, Eduardo Vanin, em entrevista ao Bom Dia Agronegócio desta quarta (13). 

Com o aperto na oferta norte-americano como foi sinalizado ontem - considerando uma redução da produção, em decorrência, principalmente, de menores áreas plantada e colhida nos EUA, e dos estoques finais -, as estratégias que serão adotadas pelo produtor brasileiro e as condições climáticas no Brasil para a próxima safra ganham ainda mais importância. 

Do mesmo modo para o comportamento da demanda. A estimativa do USDA para as exportações 25/26 dos EUA foi revisada para baixo e a China ainda segue ausente das compras por lá. Assim, será necessário acompanhar.

"Entre junho e a primeira semana do ano passado, em um total de 10 semanas, a China já havia comprado 43 barcos de soja americana. E esse ano, zero. Será que pode recuperar este atraso nos próximos meses, semanas? Acho bem difícil, a não ser que o Brasil atrase o plantio", afirma o analista.

Neste cenário, será necessário estar atento não só às compras da China, mas também dos demais demandadores, considerando que a soja mais barata e atrativa seria a norte-americana. E demandada, poderia ajudar a puxar os preços em Chicago. 

Ainda sobre a safra 2025/26, a Agrinvest estima que o aumento de área de soja no Brasil seja de, aproximadamente, 700 mil hectares. "Poderia ser menor se o milho estivesse bem (de preço), mas muito pelo contrário (...) é um crescimento menor, mas é um crescimento", complementa Vanin.   

Confira sua análise completa no vídeo acima. 

Por: Carla Mendes | Instagram @jornalistacarlamendes
Fonte: Notícias Agrícolas

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