China ainda precisa comprar altos volumes de soja até o fim de 2025, mas não olha para produto dos EUA

Publicado em 25/08/2025 10:14 e atualizado em 25/08/2025 11:33
Prêmios no Brasil no disponível testam patamares bastante elevados refletindo ainda demanda intensa da nação asiática, porém, sem espaço para grandes e novas altas. Atenção ao início da nova safra.
Eduardo Vanin - Analista de Mercado da Agrinvest
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China ainda precisa comprar altos volumes de soja até o fim de 2025, mas não olha para produto dos EUA

 

O complexo soja está focado em entender quando e se a China vai voltar a comprar soja dos Estados Unidos nos próximos meses. A uma semana do início da temporada 2025/26, a nação asiática ainda não comprou nada da oleaginosa norte-americana, contra cerca de 95 barcos na virada da temporada 2023/24 para 2024/25, como explicou o analista de mercado e diretor da Agrinvest Commodities, Eduardo Vanin, em entrevista ao Bom Dia Agronegócio desta segunda-feira (25).

"O ponto nem é se a China vai comprar ou não, provavelmente mais. Mas, quando a China vai começar a comprar, este é o ponto mais importante. O tempo está passando, as compras não vêm, o embarque outubro já está com 80% coberto e aí, de repente, "morreu", o novembro ainda está pouco. E somando o que falta até o começo de janeiro, pensando em embarques, cerca de 20 milhões. E quanto mais passa o tempo, esse volume vai ficando menor", diz o especialista, destacando que as compras continuam concentradas aqui na América do Sul, em especial no Brasil. 

E este passar do tempo aproxima os compradores chineses da nova safra brasileira, quando o produto nacional fica ainda mais competitivo frente ao norte-americano, deixando as possibilidades cada vez mais distantes, apesar de mantidas no radar. 

Confira análise completa de Eduardo Vanin no vídeo acima. 

Por: Carla Mendes | Instagram @jornalistacarlamendes
Fonte: Notícias Agrícolas

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