Chuvas atrasam e tiram qualidade da colheita de feijão, além de impedirem plantio da 1ª safra; mercado já sente o impacto
Chuvas atrasam e tiram qualidade da colheita de feijão, além de impedirem plantio da 1ª safra; mercado já sente o impacto
As chuvas frequentes no Sul do Brasil estão dificultando a colheita de feijão e atrasando o plantio da primeira safra, com reflexos sobre a oferta e os preços. Em entrevista ao Notícias Agrícolas, Marcelo Eduardo Lüders, presidente do Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (Ibrafe), destacou que a disponibilidade limitada do produto tem sustentado as cotações, especialmente no sudoeste paulista, onde negócios foram registrados entre R$ 310 e R$ 330 por saca, apesar das perdas de produtividade relatadas em algumas lavouras.
A preocupação também se estende a 2027. Segundo Lüders, os atrasos na primeira safra e a redução dos estoques podem comprometer a disponibilidade de sementes para o plantio da segunda safra, especialmente de feijão-preto. O dirigente recomenda que os produtores antecipem o planejamento e avaliem as oportunidades de comercialização, incluindo o mercado externo, diante da expectativa de valorização de diferentes variedades no primeiro semestre do próximo ano.