Seca no café: Produtor precisa focar em recuperar a lavoura e não a safra, pensando na produção de 2022, diz Matiello

Publicado em 20/11/2020 16:11 e atualizado em 22/11/2020 05:07
Entrevista com José Braz Matiello - Engenheiro Agrônomo Fundação Procafé sobre o Acompanhamento de Safra do Café
José Braz Matiello - Engenheiro Agrônomo Fundação Procafé

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Entrevista com José Braz Matiello - Engenheiro Agrônomo Fundação Procafé sobre o Acompanhamento de Safra do Café

 

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Em entrevista ao Notícias Agrícolas, José Braz Matiello - engenheiro agrônomo e pesquisador da  Fundação Procafé/Varginha (MG) -, atualizou os dados sobre as reais condições das lavouras de café brasileiras. Com a regularização das chuvas acontecendo de forma tardia, Matiello reforçou mais uma vez que as perdas para a próxima produção são inevitáveis.

Apesar de ainda não ser possível dimensionar o impacto para o café, o especialista destaca que a quebra na 2021 com certeza ficará acima de 25%, considerando o ano/safra de bienalidade baixa e as perdas da seca. Além da falta de água, o produtor também teve de enfrentar um aumento significativo de doenças na planta. Além da ferrugem, as altas temperaturas também favoreceram a incidência de bicho mineiro.

Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), voltou a chover de forma mais abrangente nos últimos dias nas principais áreas de produção de café, mas Matiello destacou que os volumes ainda não são suficientes para garantir um bom desempenho na safra do ano que vem. "Primeiro a planta precisa sobreviver e depois produzir", afirma Matiello. 

Além da falta de água, as altas temperaturas castigam a planta. Segundo Matiello, a falta de água já gerou uma desidatração generalizada, resultando em queda de folha, que é justamente o que deve impactar na próxima safra, já que o processo de energia da planta é cortado quando ocorre o déficit hídrico. 

Veja a entrevista completa no vídeo acima 

 

Por: Virgínia Alves
Fonte: Notícias Agrícolas

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