Safra brasileira de café 2025 terá oferta deficitária, caso demanda permaneça resiliente nos próximos meses

Publicado em 28/04/2025 16:44 e atualizado em 28/04/2025 17:39
Mercado pode testar novos patamares de preço nas bolsas internacionais no final do ano se houver, além da quebra significativa da safra do arábica, perda de produtividade/rendimento dos grãos colhidos, avalia analista
Vicente Zotti - Sócio Diretor da Pine Agronegócios
Podcast

Safra brasileira de café 2025 terá oferta deficitária, caso demanda permaneça resiliente nos próximos meses

 

Os preços do café fecharam essa segunda-feira (28) com o arábica testando novamente o patamar acima dos US$ 4/lp nos futuros próximos em NY, e o robusta em campo misto. 

Segundo o Barchart, o arábica se recuperou para a maior alta em dois meses e meio diante preocupação com a produtividade da safra brasileira da variedade e da valorização do real, que atingiu a maior alta em três semanas em relação ao dólar no dia de hoje, que acaba desestimulando as exportações dos produtores de café do Brasil.

Para o analista de mercado e sócio diretor da Pine Agronegócios, Vicente Zotti, temos que separar as movimentações do mercado futuro com os fundamentos. O analista destaca que a volatilidade está em cima de especulações, pois em 16 dias os futuros de arábica caíram 14% e subiram 24% sem que nenhum fundamento ou dado importante tivesse saído nesse período. 

Vicente explica que até o momento a demanda tem sido resiliente, e com a entrada da safra teremos uma indústria mais compradora nos meses de maio, junho e julho, após isso os fundamentos tendem a trilhar os preços e caso a demanda não caia, poderemos atingir novos patamares recordes de preços futuros. 

Em NY, o arábica fecha então com alta de 1.330 pontos no valor de 421,55 cents/lbp no vencimento de maio/25, um aumento de 1.020 pontos negociado por 410,05 cents/lbp no de julho/25, um ganho de 930 pontos no valor de 401,90 cents/lbp no de setembro/25, e um avanço de 840 pontos cotado por 392,25 cents/lbp no de dezembro/25.

Já o robusta registra baixa de US$ 1 no valor de US$ 5,362/tonelada no contrato de maio/25, uma queda de US$ 2 no valor de US$ 5,413/tonelada no de julho/25, e um aumento de US$ 2 no de setembro/25 e novembro/25 cotado por US$ 5,365/tonelada e US$ 5,300/tonelada. 

Mercado Interno

O volume de negócios no mercado físico brasileiro continua baixo, segundo Zotti, porque mesmo com a base dos preços oferecidos os compradores e vendedores estão relutantes em vender. 

O Café Arábica Tipo 6 fechou o pregão com alta de 2,99% no valor de R$ 2.760,00/saca em Varginha/MG, um ganho de 2,23% em Guaxupé/MG negociado por R$ 2.705,00/saca, e um aumento de 1,84% em Franca/SP no valor de R$ 2.770,00/saca. Já o Cereja Descascado registra alta de 3,27% em Varginha/MG no valor de R$ 2.840,00/saca, e uma valorização de 1,74% em Poços de Caldas/MG cotado por R$ 2.930,00/saca. 

Por: Raphaela Ribeiro
Fonte: Notícias Agrícolas

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Café: Aumento de posições compradas consolida ganhos moderados no fechamento desta 6ª feira (13)
Projeto inovador e criativo une o universo do café com as passarelas de moda no BR
Preços do café trabalhavam com ganhos de mais de 2% na manhã desta 6ª feira (13)
Café fecha com fortes altas nas bolsas nesta 5ª feira, com correção e ajustes técnicos
Produtores de café canéfora expandem lavouras para novas áreas no Brasil, incluindo MT
Cooxupé está entre as 300 maiores cooperativas do mundo