Na região de Ponta Grossa (PR), chuva forte e queda de granizo preocupa os produtores

Publicado em 08/09/2015 11:12
Na região de Ponta Grossa (PR), chuva forte e queda de granizo preocupa os produtores, principalmente em relação às lavouras de trigo. Até o momento, precipitações ultrapassam 90 mm na localidade. Ainda não é possível quantificar os prejuízos nas plantações. Agricultores também estão atentos à previsão de chuvas para o mês de outubro, quando o plantio da soja deverá ter início.

Desde a tarde desta segunda-feira (7), tem chovido na região de Ponta Grossa (PR). Até a manhã de hoje, o volume acumulado de precipitações já ultrapassou os 90 mm. Além da forte chuva, houve queda de granizo na localidade, o que traz preocupações aos produtores rurais, especialmente em relação às lavouras de trigo.

Segundo o produtor rural do município, Edilson Gorte, ainda não é possível fazer avaliação e os possíveis estragos nas plantações, uma vez que a chuva ainda não deu trégua. “Tivemos granizo do tamanho de um ovo de galinha e na região de Campos Gerais, o plantio acontece mais cedo e as lavouras estão em fase de emborrachamento”, explica.

Paralelamente, o clima permanece no foco dos agricultores, já que as previsões climáticas indicam um volume maior de chuvas no mês de outubro. Período em que o plantio da soja deve ter início na cidade. O vazio sanitário da oleaginosa termina na próxima semana, no dia 15 de setembro.

“Teremos um El Niño mais intenso esse ano, o que resultará em mais chuvas para outubro, o que poderá atrapalhar o andamento do trabalho no campo. Por outro lado, também temos a previsão de precipitações entre janeiro e fevereiro de 2016, o que pode ocasionar maior incidência de ferrugem nas lavouras de soja. E os fungicidas não estão atuando como deveriam. Para a nossa tranquilidade, os produtores do estado estão proibidos de cultivar a soja depois do dia 31 de dezembro”, afirma Gorte.

Safra de verão

Em relação à área cultivada, o produtor sinaliza que, mais uma vez, a área cultivada com o milho deverá registrar um recuo entre 15% até 20%. Cenário decorrente das contas que não fecham, com os altos custos de produção e os preços praticados. “O milho tem se tornado negativo, diferente de anos anteriores. Precisamos de uma política direcionada ao setor, não podemos deixar de cultivar o grão, pois temos os suinocultores e avicultores que dependem do produto”, acredita.

No caso da soja, apesar do aumento nos custos de produção, os produtores conseguiram realizar bons negócios antecipados. “O produtor acabou tirando o pé do acelerador para não pagara mais caro e os preços dos negócios antecipados ficaram em média entre R$ R$ 68,00 até R$ 80,00, com média de R$ 76,00 a saca. Ainda é um valor adequado e cobre os custos de produção”, finaliza Gorte.

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Por:
Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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