Chuvas generalizadas (e plantadeiras) chegam na virada da semana, diz INMET

Publicado em 12/11/2019 16:25 e atualizado em 12/11/2019 18:18
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Bloqueio foi rompido e a umidade vai alcançar até o Matopiba. Veranicos serão curtos, informa Francisco de Assis
Francisco de Assis Diniz - Chefe do Centro de Análise e Previsão do Tempo do Inmet

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Chuvas generalizadas (e plantadeiras) chegam na virada da semana, diz INMET

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Após periodo de estiagem que resultou no maior atraso de plantio dos últimos cinco anos, dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indicam que as chuvas devem retomar a normalidade em praticamente todas as regiões do país. O bloqueio na atmosfera que impedia que a estação chuvosa avançasse, começa a ser rompido e finalmente as chuvas plantadeiras chegam nas áreas de produção agrícola do Brasil. 

Francisco de Assis Diniz, chefe de meteorologia do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), confirmou a informação em entrevista exclusiva ao Notícias Agrícolas, durante o AgroBit Brasil 2019, evento que está sendo realizado nos dias 12 e 13 de novembro, no Parque das Exposições Ney Braga, em Londrina (PR). 

"Agora realmente vai começar a mudar mais o padrão atmosférico no Brasil, dando mais condições de chuvas, exatamente pegando Centro e Sudeste do Brasil", afirma. Francisco destacou ainda que as chuvas atingirão os estados de Minas Gerais, Espírito Santo, sudoeste e oeste da Bahia, além do norte e oeste do Paraná, região onde os produtores sofreram com o atraso das chuvas, precisando inclusive fazer o replantio da soja 2019/20.

Francisco explicou ainda que, no momento, o clima passa por uma situação neutra em relação a El Niño e La Ninã, afirmando ainda que as chuvas, apesar de terem demorado, trazem um fator positivo. Segundo Francisco, neste verão os Veranicos tendem a ser mais curtos, graças ao atraso nas chuvas. "Como começou muito tarde evita a gente ter aquele Veranico prolongado de janeiro. Pode ter um Veranico, mas de curta duração", afirma. Nesta safra, este fenômeno deve ter cerca de sete dias, segundo o Inmet. 

Confira o mapa para o período entre 19 e 25 de novembro: 

NOAA
Fonte: National Centers for Environmental Prediction/NOAA

De acordo com o Inmet, os mapas também indicam boas condições de chuvas para o mês de dezembro, mantendo as condições normais climatológicas das regiões. "É lógico que ainda vai apresentar certa anomalia entre o Mato Grosso do Sul e norte e oeste do Paraná no mês de dezembro, mas não deve ficar muitos dias sem chuvas", afirma. Os mapas indicam chuvas generalizadas para o mês de dezembro, sobretudo nas regiões Sudeste, região Central e Mato Grosso do Sul. 

Para a região do café, em Minas Gerais e Espírito Santo, ele afirma que as chuvas têm caído com mais regularidade, quando comparadas com outras regiões do país. Segundo Francisco, com a mudanças nas condições, as chuvas já devem atingir a região do café já no próximo final de semana. "Nos primeiros dias, no final de semana, deve acontecer temporais e vendavais, pancadas de chuvas bem fortes até que amenizem para ficar chuvas mais frequentes", explica. 

Previsão estendida para todo o Brasil 

No período de 12 até 20 de novembro, o mapa de previsão estendida do centro de previsão da Administração Oceânica e Atmosféria Nacional (NOAA, na sigla em inglês), mostra chuvas para as regiões Sudeste e pontos da região Centro-Oeste do país. 

Segundo o NOAA, chuvas significativas devem atingir o leste Minas Gerais, com precipitação entre 90 e 100 milímetros em alguns pontos. Também são previstas chuvas na região Centro-Oeste do país. 

Já no período de 20 a 28 de novembro, o NOAA indica que as chuvas devem avançar ao sul do país, sobretudo nas regiões de Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e São Paulo. Em Minas Gerais os números tendem a ficar mais expressivos, entre 100 e 125 mm. 

As chuvas também avançam um pouco para a região Nordeste do país, com chuvas entre 10 e 20 mm em alguns pontos. 

Confira o mapa de previsão estendida para todo o Brasil: 


NOAA

Fonte: National Centers for Environmental Prediction/NOAA

Por: João Batista Olivi e Virgínia Alves
Fonte: Notícias Agrícolas

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