Norte do país terá chuvas concentradas no extremo norte e calor persistente no Tocantins e sul do Pará
A região Norte do Brasil terá uma semana marcada por forte contraste nas condições de tempo, segundo a meteorologista Amanda Balbino, da Amper Meteorologia. Enquanto áreas mais ao extremo norte seguem com chuva frequente e volumosa, regiões como Tocantins e sul do Pará continuam sob tempo seco e calor intenso.
No Tocantins, a previsão não indica qualquer alívio ao longo dos próximos dias. “Essa condição de tempo seco e temperaturas mais elevadas vão continuar ao longo da semana. Não vai ter nenhuma chuva ou redução mais expressiva dos termômetros”, afirma Amanda.
O cenário também se repete no sul do Pará, onde o tempo firme predomina e as temperaturas seguem elevadas, reforçando o impacto do déficit hídrico em áreas do Matopiba. Nessas regiões, a ausência de precipitação mantém o solo mais seco e reduz a reposição de água, fator crítico para lavouras e para a pecuária.
Em contrapartida, o extremo norte da região, incluindo áreas do norte do Pará, Amapá, Amazonas e partes de Rondônia, terá um comportamento mais típico da estação, com chuvas recorrentes e, em alguns pontos, volumosas. “Essas regiões devem receber chuva ao longo da semana, mais frequente e mais volumosa, o que é normal para essa época do ano”, explica a meteorologista.
Os acumulados podem variar de forma significativa. No Acre, por exemplo, a previsão indica volumes mais moderados, entre 15 e 20 mm, com pontuais acima de 30 mm. Já em áreas próximas à linha do Equador, os acumulados podem ser bem mais expressivos, chegando a 50 mm e podendo ultrapassar os 70 mm em alguns pontos.
Apesar da chuva mais presente no extremo norte, o Tocantins e o sul do Pará seguem fora desse corredor de instabilidade, sem previsão de precipitação significativa ao longo da semana.
No campo das temperaturas, o calor segue predominante. O Tocantins e o sul do Pará devem registrar máximas acima de 35°C a 36°C, mantendo condições acima da média para a época do ano.
No Amazonas, a presença maior de nuvens e chuva ajuda a reduzir levemente o aquecimento, mas ainda com temperaturas elevadas. Já em Rondônia e no Acre, a passagem de uma massa de ar mais frio traz um leve alívio térmico, com mínimas em torno de 19°C e máximas que não devem ultrapassar 26°C.
Além do calor e da irregularidade das chuvas, o cenário hídrico preocupa. Dados de umidade do solo mostram o Tocantins como a área mais seca da região neste momento, com tendência de redução contínua no armazenamento de água.
“Não tem nem chuva prevista nos próximos 15 dias em algumas áreas, e isso mantém o déficit hídrico”, destaca Amanda, ao reforçar que a combinação entre calor e ausência de precipitação deve seguir impactando diretamente as condições do solo e o desenvolvimento das atividades agrícolas.