DA REDAÇÃO: Chuvas na América do Sul ajudam a derrubar preço da soja em Chicago
De acordo com a Emater, as perdas estão consolidadas e os prejuízos até poderão ser estancados, mas isso não reverterá o que já foi perdido. “O que pode acontecer é não perder mais daqui para frente”, explica.
A safra brasileira está estimada em 70 milhões de toneladas, uma perda considerável se comparada com os 74 milhões do ano passado. Se somado ao potencial de aumento na produção, com o crescimento da área de 3 a 4% em condições normais de clima, essa safra poderia ser ainda superior, ficando entre 78 e 80 milhões de toneladas. Na Argentina, o volume deve ficar abaixo dos 49 milhões de toneladas.
Mundialmente, porém, o quadro de abastecimento não está ameaçado. O que existe, de fato, é a possibilidade de que a demanda norte-americana cresça, frente às perdas sul-americanas e aos fundamentos do próprio país. “Esse fato ainda não chegou ao mercado norte-americano, ou seja, os preços ainda não adquiriram a força que a gente imagina que possa ter nas próximas semanas”, diz.
Financeiro – Parte dessa pressão nos preços da soja tem influencia do lado financeiro. Após o cenário positivo do mês de janeiro, em poucos dias, os ganhos se dissiparam. Apesar disso, o horizonte atual é melhor do que o do ano passado. “Em 2012 será bem mais positivo para soja, trigo e milho, do que negativo, mas sujeito a flutuações bruscas como é o caso deste início de semana”, diz.