ENTREVISTA: Confira a entrevista com Luis Carlos Heinze - Dep. Fed. PP-RS

Publicado em 09/02/2012 12:53 1056 exibições
Código Florestal: Com aprovação do novo projeto, Brasil perderá 33 milhões de hectares do total de 220 milhões de ha ocupados por atividades agropecuárias. Consolidação de áreas produtivas em APPs deve continuar sendo prioridade da Câmara. Deputado pede a mobilização de produtores.

5 comentários

  • Celso de Almeida Gaudencio Londrina - PR

    Código Florestal desqualifica pesquisa e sistemas rurais

    O relatório do Código Florestal, aprovado no Senado, desqualifica todo esforço da pesquisa brasileira na concepção dos sistemas rurais mais avançados do mundo. Sem levar em conta a definição de Reserva Legal, o sistema de rotação de culturas anuais e conduzido em plantio direto, mesmo quando em sistemas de integração agropecuária ou associados a pastagens perenes ou a essências florestais. Em todos os casos, a exigência de Reserva Legal é a mesma, inclusive nas situações quando não são usadas essas tecnologias.

    Ignoram os domínios ecológicos e a classificação dos solos brasileiros, exigindo linearmente reserva legal em áreas de maior aptidão agrícola, tanto em terras altas como nas várzeas e brejos férteis. Cabe às instituições de pesquisa e à classe agronômica se pronunciar para a correção.

    Optou-se em preservar a biodiversidade em milhões de propriedades ao invés de atribuir isso exclusivamente aos parques nacionais, concessão de florestas publica e terras indígenas. Nas florestas e campos meridionais, propriedade com 60 hectares necessita de 12 hectares de reserva legal para contribuir com a biodiversidade, configurando em culto ao autoengano.

    Deviam observar que a emissão de gás carbônico das espécies vegetais é a mesma, devido à decomposição proporcional do material orgânico depositado no solo. Espécies florestais em crescimento captam mais carbono, mas mostram maior quantidade de material orgânico depositado no solo, emissor de gás carbônico no processo de decomposição.

    Desconhecem as gramíneas forrageiras de crescimento contínuo como fortes agentes biológicos mantedores dos atributos físicos, na reciclagem de nutrientes, no controle da erosão dos solos e na captação de carbono, especialmente, os usados na alimentação animal ou cobertura verde dos solos no plantio direto das lavouras.

    Não distinguiram cursos d’água de até 3 metros de largura, dos com largura de 3 metros até 10 metros, complicando a adoção do Código Florestal, constituindo em erro elementar.

    Colocaram na ilegalidade todos que já averbaram os quantitativos de reservas florestais, mas não constam da averbação o perímetro e localização exigidos agora no novo Código Florestal. Configurando uma redação advocatícia capciosa, tornando os que cumpriram a lei em fora da lei, em imbróglio jurídico de difícil solução.

    No confronto do negócio rural nas áreas rurais consolidadas, há muito tempo ambientalistas, ONGs e indústrias do papel não chegaram a um acordo elementar: são os diferentes sistemas de produção rural que definem o tamanho da área florestada, segundo localização ecológica e classificação da aptidão dos solos.

    Perde-se a oportunidade de valorizar e, ao mesmo tempo, se prejudica o futuro da pesquisa agropecuária ao desqualificar todo avanço alcançado pela produção brasileira.

    Fonte: Ponto de vista JL Jornal de Londrina 10/02/2012

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  • victor angelo p ferreira victorvapf nepomuceno - MG

    As terras férteis do Brasil já estão na mão do pessoal de fora e vão contar agora com as águas do São Francisco...Minas que se cuide, porque se não cuidar da nascente e das margens, vai pra masmorra...é bom o nosso govêrno estudar bem o Código Florestal, que foi traduzido do Inglês e tratar bem destas águas porque senão vem denuncias e mais denuncias, com pressões e perda de mandatos...

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  • Rony Henrique Leite Cabo Verde - MG

    A agricultura no Brasil é tratada como atividade secundária, sem importância economica, por isso estamos sendo coagidos a recuar perante o avanço das cidades e da indùstria, ja falei e volto a repetir, se as favelas e as grandes mansões vão continuar às encostas dos morros e às margens das grandes lagoas e do mar porque só os agricultores é que devem perder suas terras.

    Conclamo os agricultores a se unirem em seus Sindicatos e Associações e fazermos uma paralização geral, vamos parar de produzir por um ano, qveremos a balança comercial do Brasil degringolar, afinal somos nós que a seguramos como está, vamos mostrar ao "povo" a importância da agricultura. afinal não se como porca e parafuso mas sim arroz e feijão.

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  • victor angelo p ferreira victorvapf nepomuceno - MG

    Depois da aprovação pelo Supremo Tribunal Federal da reserva Raposa do Sol aonde nós brasileiros não podemos entrar, nem com passaporte, falar de Código Florestal é o mesmo que chover no molhado...É a privatização das terras sem dar nada, absolutamente nada em troca...Privatização para um dono só...

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  • Paulo de Tarso Pereira Gomes Brazópolis - MG

    Como disse o deputado, só uma mobilização organizada poderá pressionar a presidente, agora de ministro da agricultura estamos na merda.

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