DA REDAÇÃO: Semana é marcada por aumento de demanda por soja dos Estados Unidos
Esse aumento de demanda, combinado a outros fatores já conhecidos pelos investidores, ajuda a manter a tendência de alta da soja na Bolsa de Chicago. Entre tais fatores, estão a melhora do mercado financeiro e o clima do Brasil, para o qual estão previstos de cinco a sete dias de chuvas irregulares no sul, além de muita precipitação no Mato Grosso. Nesse último, a condição climática atrapalharia a colheita, apesar de a mesma já ter passado dos 24%.
Seguindo a onda de otimismo, uma visita da comitiva chinesa aos Estados Unidos trouxe rumores de que o país oriental estaria assinando um grande acordo bilateral com os EUA. A partir dele, estariam sendo negociadas de 10 a 12 milhões de toneladas de soja. No entanto, isso não se traduziria em compras maiores do que as normais, apenas garantiria a quantidade mínima, o que já ajudaria na sustentação de preços.
Com o retorno gradativo dos fundos à soja, espera-se um movimento altista, sem que isso signifique que os preços permaneçam em alta por muito tempo, haja vista a grande quantidade de soja que será ofertada pelos países produtores durante o mesmo período. Pensando nisso, Daniel D Avilla, analista de mercado da New Edge, recomenda que o produtor não segure seu produto: “é muito conveniente para o produtor começar a vender bem, porque eu não acredito que os preços possam ficar fortes por muito tempo”, diz.
Previsão de safra - Embora evidentes para os produtores, as estimativas de perdas sul-americanas continuam conservadoras para agências internacionais como a alemã Oil World. Nesta quarta-feira (15), ela previu uma safra de 69,50 milhões de toneladas para o Brasil, semelhante ao que já havia estimado a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento). Para o Paraguai, houve uma redução de seis para 4,6 milhões e a agência trouxe uma leve alta para a Argentina, de 46,5 milhões para 47.