DA REDAÇÃO: Notícia de redução na safra da Argentina impulsiona ganhos em Chicago
Após abrir o pregão diurno desta terça-feira (03) acompanhando o movimento de realização de lucros do noturno, as cotações da soja viram e já trabalham no azul na Bolsa de Chicago. As notícias positivas do dia vêm da Bolsa do Rosário, na Argentina, reduzindo para 43,1 milhões de toneladas a safra de soja, ante 44,5 milhões estimados no último levantamento. A produção do milho também é reduzida para 19,7 milhões de toneladas.
Em dia de poucas novidades na macroeconomia, o operador de mesa da Terra Investimentos, Bruno Perottoni, lembra que a situação da oleaginosa é muito delicada, com a combinação dos fundamentos entre estoques mundiais apertados, menor área a ser plantada na próxima temporada dos Estados Unidos e demanda crescente pode fazer com que os preços ultrapassem o passar de US$ 15 por bushel.
Apesar da tendência altista para os preços no médio e longo prazo, vale lembrar que ganhos podem pressionar realização de lucros no curto prazo. Por outro lado, Perottoni aconselha ao produtor brasileiro aproveitar o bom momento para travar negócios.
No Porto de Paranaguá (PR), a saca da soja beira R$ 58,50, registrando o maior preço desde 2004, além de negócios serem favorecidos também pelos bons valores do dólar.
Para o milho que sobe neste momento na CBOT, o operador acredita em uma sustentação para os preços no mercado físico brasileiros. No oeste do Paraná, negócios acontecem em R$ 25,50 pela saca de 60 quilos e em Campinas, em torno de R$ 27,00. Preços considerados bons em momento de colheita das safras pelo país.