DA REDAÇÃO: Apesar da importância do agronegócio, poder político em favor do setor é reduzido, diz ex-ministro da agricultura
Publicado em 11/05/2012 13:18
e atualizado em 11/05/2012 16:14
Brasil tem boas lideranças, mas falta maior articulação entre elas. Em véspera de sanção presidencial para novo Código Florestal, falta de coordenação entre líderes pode prejudicar os interesses do agronegócio brasileiro.
O ex-ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Roberto Rodrigues, conta que, durante a sua experiência no governo, apesar de ter em mente as necessidades do agronegócio e o que poderia fazer para viabilizar melhores condições aos produtores rurais brasileiros, encontrou muitos empecilhos. De acordo com ele, o poder desse Ministério para, por exemplo, construir estradas, portos e criar melhores mecanismos de comércio, era limitado.
Esses “instrumentos estavam em outros ministérios”, afirma. A situação, de certa forma, é incoerente ao considerar que o setor responde por mais que o dobro do saldo da balança comercial brasileira, compreende 23% do PIB (Produto Interno Bruto) e emprega um terço da população. “O Ministério da Agricultura não tem força no conjunto do governo”, acrescenta.
No Congresso Nacional, não faltam lideranças para trabalhar assuntos como Código Florestal, Funai, transgênicos e trabalho escravo. Porém, na visão do ex-ministro, falta articulação entre elas, problema que impede a existência de um discurso uniforme entre os defensores da produção de alimentos.
Por: João Batista Olivi e Fernanda Cruz
Fonte:
Notícias Agrícolas