DA REDAÇÃO: Código Florestal - APP deve atender à características de cada propriedade
Publicado em 23/05/2012 10:30
e atualizado em 23/05/2012 12:46
Código Florestal: Metragem de rios deve estar de acordo com características do solo e declividade de cada propriedade. Ônus não deve ser só do produtor, mas precisa também se estender às cidades, responsáveis pela grande poluição dos rios.
Para o engenheiro agrônomo e consultor ambiental, Lindalvo José Teixeira, o código florestal deveria ser chamado de código ambiental, pois não se trata só de florestas e sim do ambiente como um todo. E todo o ônus do código tem ficado para o produtor rural. “Na realidade, a pratica mostra que o produtor hoje, com varias técnicas modernas para plantio e conservação, produz alimentos e também ajuda a conservar. Enquanto a cidade polui rios, aumenta números de carros e contribui para aquecimento da terra, com praticas que não são voltadas para o meio ambiente. A parcela não é só dos produtores rurais, mas também de toda a sociedade em favor de uma renovação e de um código ambiental mais justo para todos”, afirma.
Além de o produtor deixar 80% da propriedade para reserva na região amazônica, 35% de reserva no cerrado e 20% nas demais regiões do país, ainda tem que reflorestar a área e o custo é muito alto.
Para Teixeira, o ideal seria que APP fosse deliberada de acordo com características de cada região. “Se você tem um solo arenoso, certamente a faixa de proteção do rio deve ser maior, pois o solo arenoso é mais degradável e suscetível à erosão. Se você trabalha com solo argiloso, ele é mais consistente, tem menos degradação e a área de recomposição pode ser menor”, explica.
“Não pode se distinguir faixa de preservação permanente para o pequeno, médio e grande produtor, pois o rio não muda e não se pode ter 7,5m de margem aqui, e mais pra frente 30m e depois 5m se o rio é praticamente da mesma largura. Temos que tratar do assunto em cada região, o que não podemos deixar é de proteger os rios”, garante Teixeira.
Por:
Ana Paula Pereira
Fonte:
Notícias Agrícolas