DA REDAÇÃO: Quedas do café devem continuar no curto prazo; retomada dos preços poderá ocorrer no final do ano

Publicado em 28/05/2012 13:48 e atualizado em 28/05/2012 15:21 427 exibições
Café: Após cair para US$ 1,70 a libra-peso na Bolsa de NY, analistas prevêem cenário baixista no curto prazo. Pressão da entrada da safra brasileira contribui para o pessimismo dos preços. Retomada da alta nas cotações deve acontecer somente no final do ano.
O cenário pessimista para o café na Bolsa de Nova York, intensificado pelo declínio de preços que chegou ao patamar de US$ 1,70 por libra-peso, deve se estender pelo curto prazo. Nessa linha baixista, consultorias estimam que a safra de café arábica deverá ser volumosa e o consumo ficará abaixo do que se esperava. 

Outro fator que contribui para esse cenário é a entrada da safra brasileira, cuja expectativa é de tamanho recorde. Com relação ao consumo, a retração tem sido motivada pela crise financeira na Zona do Euro. Espanha e Itália, sobretudo, apresentam redução de consumo, criando ambiente propício a uma avaliação negativa por parte de analistas. 

Na opinião de Gil Carlos Barabach, analista de mercado, essa situação “se resume mais ao curto prazo”. De acordo com ele, o mercado abre espaço para os fundamentos – estoques baixos – no final deste ano. Portanto, há expectativas de melhora das cotações no longo prazo, conforme prevê Barabach. “O excesso de oferta não vai trazer tranqüilidade ao abastecimento”, completa.

Por enquanto, os produtores que precisam vender encontram preços que tentam manter o piso de US$ 1,65 por libra-peso na Bolsa nova-iorquina. Embora especula-se que o novo piso do café possa cair para US$ 1,50, Barabach é um pouco mais otimista, crendo em US$ 1,60.

Migração do arábica para o robusta – O movimento de expansão das compras do café robusta em detrimento do arábica já é uma realidade sentida pelos cafeicultores. Isso se deve ao preço muito alto do arábica, que motivou o mercado a buscar uma alternativa menos custosa, no caso, o robusta. 
Por:
Kellen Severo e Fernanda Cruz
Fonte:
Notícias Agrícolas

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