DA REDAÇÃO: Arroz segue apresentando altas, e momento é de queda de braço entre produtores e indústrias
Publicado em 27/06/2012 11:50
e atualizado em 27/06/2012 13:36
Arroz: Cenário é positivo e mercado continua apresentando sequência de altas. Há queda de braço entre oferta e demanda. Se produtor correr às vendas, tendência será de queda nas cotações.
Desde o fim de março o mercado do arroz tem apresentado altas sucessivas, e na semana passada o valor dos grãos chegou a R$29,00. De acordo com Marco Aurélio Tavares, consultor de mercado , há um movimento por parte das indústrias de tentar conter essas altas, buscando estabilidade.
"Há também uma probabilidade de redução das exportações", revela Marco. A grande quantidade de arroz exportado no começo do ano, que chegou a 600 mil toneladas,unida ao dólar valorizado e uma forte demanda, fez com que o mercado nacional esteja agora em compasso de espera. Antes desse período, as cotações estavam caindo em função da entrada da safra gaúcha, chegando a um patamar inferior a R$25,80, que é o valor do preço mínimo.
Marco lembra que alguns aspectos podem contribuir para uma ligeira pressão baixista a curto prazo, entre eles a própria sazonalidade da oferta nesse momento, considerando-se que em julho normalmente há redução no volume de beneficiamento e de renda, especialmente no estado do Rio Grande do Sul. Além disso, no mês de julho começam os pagamentos de custeio nos bancos,e os produtores já começam a se preocupar em fazer seu caixa e começar com as liquidações." Todos esses fatores, no curtíssimo prazo provocarão uma queda de braço entre indústria e produtor", diz Marco. Caso os produtores aumentem a oferta neste momento, pode ocorrer uma ligeira redução nas cotações.
De acordo com o analista,45% da safra de arroz já está comercializada.A média de beneficiamento, segundo ele, atingiu 670 mil toneladas no Rio Grande do Sul, um recorde histórico. Caso o cenário de excedente nas exportações se mantenha, as previsões de estoque final para os grãos são de 1 milhão e meio de toneladas,número que fica abaixo dos estoques governamentais.Consequentemente, no segundo semestre o Governo deve promover leilão desses estoques, para suprir o mercado.
O mercado internacional já aponta valores crescentes para os vencimentos de julho, setembro e novembro.Caso haja excesso de chuvas nessa época, entretanto,pode ocorrer atraso no plantio do Rio Grande do Sul.
Por:
Thaís Jorge
e
Ana Paula Pereira
Fonte:
Notícias Agrícolas