DA REDAÇÃO: Boi - Correção no índice Esalq favorece alta na BM&F
Escalas em São Paulo atendem entre 5 e 6 dias. No entanto, frigoríficos maiores têm escalas que completam a próxima semana, além de estarem abastecidos entre 30% e 50% até o fim do mês com bois confinados. “Isso nos remete a pensar que temos uma escala média razoavelmente longa, portanto não há necessidade do frigorífico pagar mais pelo boi. Assim, no curto prazo mercado deve se manter estável”, explica o analista.
Embargo russo - Parlamentares russos sinalizaram que embargo a algumas regiões produtoras e plantas frigoríficas no Brasil pode ser revisto. Para Micheloni Junior, a liberação dos embarques brasileiros pode acontecer, pois a Rússia conseguiu aumentar sua produção de frango e suíno, mas ainda necessita da exportação da carne bovina. “Isso potencializaria nosso volume de exportação, sendo que a Rússia é uma das maiores exportadoras do mundo. Aliado a esse fato, temos também nos EUA problemas climáticos, que favorecem altas para o milho e soja e a criação norte-americana é basicamente de gado confinado. Então primeiro você tem uma quebra de produção e depois uma consolidação no consumo. A médio e longo prazo o cenário é positivo, mas ainda precisamos ver se possibilidades vão se consolidar”, conclui.