DA REDAÇÃO: Clima seco determina altas cotações em Chicago
Publicado em 19/07/2012 13:48
e atualizado em 19/07/2012 16:24
Grãos: Altas temperaturas devem predominar nos EUA, e situação do milho já é calamitosa. Tendência é que preços continuem altos. Produção de trigo na Rússia diminui, e quantidade mundial do grão deve seguir mesmo rumo.
O clima seco e quente nos EUA continua determinando as altas nas cotações na Bolsa de Chicago. Para o analista da NewEdge, Daniel D’Ávilla, essa seria a pior seca no meio-oeste norte-americano desde 1936.
Segundo informações divulgadas pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), temperaturas acima do normal irão predominar no país, durante o mês de agosto.
“Essa situação está fazendo as cotações se elevarem, e ninguém sabe ao certo onde esses preços irão parar. E a que momento esses valores vão inibir a demanda, para que o mercado se acalme um pouco”, disse D’Ávilla.
Já, os vencimentos da oleaginosa de março 2013, estão trabalhando em queda, pois há uma grande expectativa em relação à produção na América do Sul. “O Brasil começa a ter soja disponível, a partir de março, o que justifica essa queda, ainda mais com a ideia de que a produção brasileira será em torno de 80 milhões de toneladas, o que pode forçar um pouco o preço para baixo”, explicou o analista.
Trigo – As cotações do trigo também acompanham essa alta. Na Bolsa de Chicago, já está sendo comercializado acima de US$ 9 por bushel. “A situação para o trigo, também está complicada, pois outros países produtores também sofrem com a seca, como é o caso da Rússia e China”, finalizou D’Ávilla.
Fonte:
Notícias Agrícolas