DA REDAÇÃO: Mercado de Commodities Agrícolas realiza lucros nesta segunda-feira (23)
“Essa realização de lucros do mercado é pontual, em relação às máximas que aconteceram na semana passada. O problema macroeconômico vai ser resolvido com o tempo, e a tendência é que as cotações se recuperem”, explicou o analista.
Além disso, as condições climáticas nos Estados Unidos ainda não apresentaram nenhuma mudança. As chuvas que ocorreram na parte leste e norte do cinturão de produção, que já era previsto, não foram suficientes, há a necessidade de uma quantidade muito maior de chuvas.
Em decorrência desse cenário, as lavouras continuam se deteriorando, e a expectativa é que a taxa de produtividade seja menor do que o relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou no início do mês. O que deve refletir nos estoques finais.
“Os estoques finais deverão ser relativamente baixos, estamos trabalhando com essa safra nova em torno de 100 milhões de bushel, o que é muito pouco. Com isso, o preço da soja não pode cair, pois pode incentivar um nível de demanda indevido, quando na verdade deveria ser o contrário, as cotações subindo para racioná-la”, explicou o analista.
Devido a essa situação, a perspectiva é que o Brasil consiga exportar até 15 milhões de toneladas de milho. Os contratos mais longos já estão sendo comercializados a R$ 35,00.
“Os EUA tem uma utilização de milho muito grande, para ração e também para o etanol. E está havendo certo lobby da indústria para que a Agência do Meio Ambiente reduza a produção de etanol, para que sobre mais cereal para a alimentação. No entanto, é improvável que haja qualquer mudança agora, pois é um ano de eleição, e ainda o USDA não sabe qual é o tamanho da quebra”, sinalizou Ito.
Ainda de acordo com o analista, com a ascensão das cotações tem sido consideravelmente rápida, os produtores devem fazer alguma precificação em escala de alta, para tentar aproveitar o bom momento do mercado.