DA REDAÇÃO: Cotações do arroz registram altas
“Um deles foi a intervenção governamental, que foi muito forte e retirou muito arroz do mercado. Além dos mais, o aumento das exportações pelas indústrias, em torno de 2 milhões de toneladas, isso enxugou o mercado e os estoques de passagem foram pequenos”, explicou o presidente.
O setor exporta, principalmente, para a África, Cuba e Venezuela, que são países que estão começando a ter um mercado forte. Ainda, segundo Pereira, o Brasil já exportou esse ano, 1 milhão de toneladas do cereal.
“A exportação é muito importante, na perspectiva de preços, na perspectiva de ampliação da área de produção, ou seja, de sustentabilidade da cadeia”, afirmou o presidente.
Além disso, houve redução das áreas de plantio, cerca de 11% no total, em função da falta de água e muitos produtores migraram para o plantio de soja. A quebra de produtividade, em torno de 5%, devido à estiagem, também contribuiu para essas altas.
Ainda de acordo com o presidente, com a entrada da oleaginosa nas áreas de arroz, essa rotação das culturas está sendo importante para melhorar a qualidade do cereal, das terras, mas também como fonte de renda alternativa para os produtores.
E devido aos altos preços da soja, a pressão sobre as páreas de arroz será maior, e nas áreas de pasto também. “A tendência é equilibrar a área de arroz na faixa de 1 milhão de hectares e estabilizar a oferta do cereal no país, e assim sustentar as cotações”, finalizou Pereira.