DA REDAÇÃO: Soja encerra em queda na Bolsa de Chicago
Publicado em 02/08/2012 17:23
e atualizado em 02/08/2012 18:36
Soja: modelos meteorológicos europeus indicam chuvas para o meio-oeste americano na próxima semana. Mercado em Chicago tem potencial de queda no curto prazo. Mas as perspectivas para o longo prazo continuam boas.
A commodity de soja encerrou negativamente nesta quinta-feira (02) na Bolsa de Chicago. A oleaginosa perdeu cerca de dois dígitos nos principais vencimentos, em decorrência das previsões climáticas nos Estados Unidos, que indicam chuvas.
Segundo o analista da Futures International, Pedro Dejneka, no final do pregão, o modelo metereológico Europeu, o mais preciso nos últimos três meses, indicou chuvas para o meio-oeste norte-americano no período de seis a dez dias.
Devido a esse cenário, há uma pressão no curto prazo, mas a tendência de médio a longo prazo é altista, em função, da quebra na safra do país, e a situação dos estoques mundiais. “Os estoques apertados, principalmente na soja está dificílima e precisaremos racionar preços”, explicou o Dejneka.
Somando a esse fator, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulga no próximo dia 10, o relatório de oferta e demanda o que pode adicionar mais volatilidade no mercado, como sinaliza o analista.
“Poderemos ter uma baixa nos próximos dias, talvez na sessão de amanhã. E o início da próxima semana, irá depender de como foram as chuvas se desenvolveram e se foram volumosas, durante o final de semana”, afirmou o analista.
As chuvas têm o potencial de amenizar o estrago na safra da oleaginosa, caso continue nas próximas semanas. “Tem que chover cada vez mais e abranger áreas maiores. Condições de seca continua se deteriorando e a umidade no solo está baixa. As duas próximas semanas são as mais importantes do desenvolvimento da safra de soja nos EUA”, disse Dejneka.
Já o milho tem perdas irreversíveis, o mercado espera para saber qual foi o tamanho da destruição. “O mercado está parando para respirar, está consolidando um pouco. Teremos a possibilidade de ver o mercado descansando um pouco, mas deve retomar essa tendência de alta se o clima não virar”, comentou o analista.
Ainda de acordo com Dejneka, os produtores que já comercializaram um pouco da soja, pode aguardar para preços mais vantajosos. “E não vamos tentar analisar o mercado a cada dia, e perder a visão e noção da situação a médio e longo prazo”, finalizou.
Fonte:
Notícias Agrícolas