DA REDAÇÃO: Commodities Agrícolas encerram a semana positivamente
Publicado em 03/08/2012 17:07
e atualizado em 03/08/2012 18:34
Soja: análises de instituições privadas sobre a safra norte-americana mostram queda significativa na produção. Além disso, volume de chuvas esperado para o cinturão produtor não será suficiente para recuperar lavouras.Fundamentos dão sustentação ao mercado.
Após quase uma semana de preços pressionados, as Commodities Agrícolas encerraram positivamente na Bolsa de Chicago, nesta sexta-feira (03). A soja ganhou quase dois dígitos nos principais vencimentos.
Para o analista da Novo Rumo Corretora, Mario Mariano, o mercado passou por duas práticas bastante usuais no mercado futuro. Correção técnica depois de três sessões negativas e previsão de chuvas no cinturão de produção norte-americano, não em volumes expressivos, mas que já trouxe uma correção de produtividade.
Segundo o levantamento realizado pelo analista, do dia 15 de maio a 15 de junho, a expectativa da produção dos EUA no milho era da ordem de 376 milhões de toneladas, e a produtividade esperada era de 175 bushel por acre.
Porém, hoje (03), três grandes companhias fizeram pesquisa de campo, que indicaram uma redução significativa de produtividade. Para o cereal, comenta-se 121 bushel por acre e na oleaginosa 37 bushel por acre.
Já as cotações tiveram um aumento de 45% para o milho e 21% na soja, se comparado o preço da época ao preço atual. “Portanto, o mercado já precificou as perdas de produtividade, perdas de produção, em função da seca nos EUA”, disse Mariano.
O analista ainda sinaliza que o clima vai continuar influenciando as cotações. Nas próximas duas semanas, as condições climáticas irão formar preços, principalmente na soja, já o milho, com as perdas irreversíveis, deve apresentar uma estabilidade.
Em decorrência desse cenário, a oleaginosa tem fôlego para continuar subindo. No entanto, caso chova no país, as lavouras poderão apresentar uma recuperação e sofrer alguma queda de preço. “Se não tivermos chuvas, poderemos ver cotações mais altas na soja”, afirmou Mariano.
“Continuamos a orientar o produtor que participe do mercado, mesmo com pouco volume. Com os preços interessantes convêm precificar a soja que será plantada no Brasil para a garantia de preços bons atualmente, tanto em dólar, como em real”, orientou o analista.
Fonte:
Notícias Agrícolas