DA REDAÇÃO: Semana começa com possibilidade de alta na arroba do boi gordo
Publicado em 08/08/2012 12:16
e atualizado em 08/08/2012 13:37
Boi gordo: Semana começa com possibilidade de alta na arroba do boi gordo. Movimento era esperado devido à secagem das pastagens. Escalas ainda são longas mas mercado sentiu pequena enxugada na oferta. Norte do MT e Goiás estão entre locais onde mais foi notado o recuo de animais ofertados.
A semana começou com um cenário um pouco mais positivo no mercado do boi gordo, com possibilidade de alta na arroba do animal. O movimento já era esperado, devido principalmente à secagem das pastagens, que compromete o poder de manutenção do boi no pasto.
De acordo com Lygia Pimentel,consultora de mercado, as escalas ainda estão longas mas já há uma pequena enxugada na oferta, e com isso o mercado ficou um pouco mais firme. O maior recuo em animais ofertados acontece no Norte do Mato Grosso, em Goiás, no Tocantins e norte do Mato Grosso do Sul. "Onde está mais seco, sentimos mais esse efeito", diz.
A referência do boi gordo em São Paulo ainda não sentiu o impacto dessa melhora, e opera em R$88,00 a R$91,00 à vista. De qualquer modo, já se fala em negócios mais altos e em pecuaristas procurando o produtor para negociação, o que já não acontecia há algum tempo."A gente sente que não é mais hora do mercado cair. Muito provavelmente o fundo da safra já passou, e agora em agosto já sentimos um mercado mais firme, dando sinais de querer reagir", argumenta Lygia.
Segundo a analista, a demanda interna não é tão dinâmica quanto a oferta de animais. Lygia frisa que é muito mais fácil a oferta ser enxugada do que a demanda, que pode demorar a responder aos estímulos do mercado.
Ao mesmo tempo em que o poder de consumo do brasileiro está em patamares históricos, parte da população não está fazendo uso desse poder de compra, devido ao aumento nos níveis de desemprego."É difícil mudar o cenário a curto prazo.Mesmo assim, já vemos um ajuste produtivo no mercado de frango e de suínos, que são os concorrentes da carne bovina", lembra. Nesse contexto, a competitividade deve aumentar, segundo ela."Temos dificuldade em expandir o consumo interno, mas ao mesmo tempo temos um suporte muito grande pela competitividade elevada", finaliza.
Por:
Thaís Jorge
e
Ana Paula Pereira
Fonte:
Notícias Agrícolas