DA REDAÇÃO: Previsão de chuvas pressiona cotações das Commodities em Chicago
Publicado em 13/08/2012 16:52
e atualizado em 13/08/2012 19:06
Grãos: mercado de Commodities Agrícolas encerra a segunda-feira (13) em queda. Previsão de chuvas que podem estabilizar as condições das lavouras fez com que os fundos liquidassem suas posições.
As Commodities Agrícolas encerraram esta segunda-feira (13) em queda na Bolsa de Chicago. A soja perdeu cerca de 40 pontos em alguns vencimentos e o milho teve perdas de dois dígitos.
Segundo o analista da New Edge, Daniel D’Ávilla, um dos fundamentos que contribuíram com essa queda foram as previsões de chuvas que podem estabilizar as condições das lavouras fez com que os fundos – que estão bastante comprados – liquidassem suas posições.
“Também, há rumores de que o Banco Central Americano possa vir com algum estímulo para a economia, e com isso os fundos sairiam de Commodities e entrariam no risco”, afirmou D’Ávilla.
O analista ainda explica que com a previsão de chuvas, e com corte muito grande feito no último relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) nas condições da lavoura, na produtividade – mostrando um número menor do que o esperado – qualquer notícia pode ser motivo para liquidar posições.
Apesar dessa correção, a tendência do mercado ainda é altista. E qualquer mudança nas condições climáticas ou uma demanda um pouco mais forte, pode ocasionar uma elevação nas cotações. “Acredito que nós ainda não vimos às máximas do mercado, ainda temos espaço para o mercado subir mais”, afirmou o analista.
Ainda de acordo com D’Ávilla, no início de outubro teremos uma definição do tamanho da produção da oleaginosa nos Estados Unidos. Além disso, a demanda continua aquecida, e o USDA fez ajustes na demanda do país, cortou cerca de 5 milhões de toneladas de vendas para a exportação.
Devido a esse cenário, a ONU teria pedido a suspensão do esmagamento do cereal para a produção de etanol no país. “Porém, o governo americano não deve mudar o mandato de etanol agora, se isso acontecer será depois das eleições”, disse D’Ávilla.
Já os produtores brasileiros devem ficar atentos as condições das lavouras ou condições climáticas no meio-oeste, pois ainda estamos no mercado climático.
Fonte:
Notícias Agrícolas