DA REDAÇÃO: Melhora nas cotações do boi gordo não deve ser expressiva
Segundo o analista da Scot Consultoria, Alex Santos Lopes da Silva, mesmo com o excesso de chuvas que alongaram a safra desse ano, quase não tem mais boi de pasto. “Está difícil encontrar animais de pasto, as escalas dos frigoríficos estão sendo feitos na maior parte com animais de confinamento”, explicou.
Devido a essa situação, o custo de produção aumentou para os pecuaristas, uma vez que, os animais de confinamento se alimentam de milho e farelo de soja. E as cotações do cereal e da oleaginosa estão em alta no mercado, em decorrência, da quebra na produção norte-americana.
O analista sinaliza que não há perspectiva de melhora tão significativa para o boi gordo, em função do aumento de produção. “O cenário é de estreitamento de margem, principalmente para os confinadores no segundo semestre”, disse Silva.
Já as exportações de janeiro a julho apresentam um crescimento de 4% em relação ao mesmo período de 2011. Porém, Silva afirma que o grande problema é o aumento da oferta, esse ano de virada de ciclo, e o alongamento da safra contribuíram para esse quadro.
“Esperamos que se o mercado de boi gordo se recupere e que o mercado de reposição melhore a partir de setembro, mas sempre com receio que nós estamos entrando na virada de ciclo o afeta o mercado do boi gordo e de reposição”, afirmou o analista.