DA REDAÇÃO: Commodities encerram em alta nesta quarta-feira (15)
Segundo o analista da Jefferies Bache, Vinicius Ito, os prêmios nos portos dos EUA subiram consideravelmente, os maiores preços desde setembro de 2009, o que indica que a demanda continua aquecida.
Além disso, houve rumores de que a China teria voltado a checar os preços da oleaginosa no Golfo do país. Outro fator que também contribuiu para sustentar as cotações e também o preço do farelo de soja seria que a Filipinas estaria interessada em comprar o produto dos EUA, mesmo com o preço do farelo acima de US$ 500 por tonelada.
“Ainda não estamos vendo sinal de racionamento da demanda, nem no mercado interno, há uma procura muito grande por parte dos esmagadores por soja, dado que o preço do farelo justifica uma margem de esmagamento positiva. E nem na exportação, os embarques acumulados estão altos”, explicou Ito.
O analista sinaliza que a safra nova norte-americana já tem nível de vendas contratadas em torno de 50% da projeção total estimada pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
Em decorrência desse cenário, o mercado tenta racionar a demanda em cerca de 400 milhões de bushel de utilização de soja para que sobre 100 milhões de bushel para os estoques da nova safra norte-americana.
“O mercado tem que elevar as cotações a um nível que desincentive a utilização para assegurar pelo menos os níveis de estoques. E o preço que poderia racionar a demanda seria US$ 17 por bushel”, afirmou Ito.
Ainda de acordo com o analista, os produtores brasileiros devem ficar atentos ao mercado e cuidar para que a safra 2012/2013 seja produtiva. “Somente a América do Sul para salvar essa situação, se não será o caos”, finalizou.