DA REDAÇÃO: Apenas 23% das lavouras de milho estão em boas condições nos EUA
No cereal 51% das plantações estão em condições muito ruins. Para o analista da Cerealpar, Steve Cachia, as chuvas das últimas três semanas não amenizaram a situação das lavouras, principalmente na soja não houve a recuperação que o mercado esperava.
Em decorrência desse cenário, o mercado eletrônico opera com alta moderada e confirma a tendência altista. “Sobretudo porque os mapas climáticos mostram que as chuvas no resto da semana devem continuar esparsas e apenas em um terço do cinturão produtor norte-americano”, explicou Cachia.
Ainda de acordo com o analista, no caso do milho o clima já é um fator secundário, porém na oleaginosa continua sendo o fator principal, uma vez que, a safra dos EUA não pode ter mais perdas. E em função disso, o mercado irá trabalhar o quadro de oferta e demanda.
“A demanda continua firme, vimos dados da China, em julho importando mais, o preço da soja ainda não chegou a um patamar para racionar o produto. Já no milho, o nível de US$ 8 por bushel, deu sinais que a demanda pode ser afetada”, afirmou Cachia.
Apesar desse quadro, o analista sinaliza que o mercado do cereal permanece com viés altista, visto que a situação climática não está 100% definida. E a oferta mundial continua cada dia mais escassa, ao contrário da demanda que segue firme.
Além disso, as condições climáticas adversas em outros países como a Austrália e parte da Europa, podem influenciar o mercado de Commodities Agrícolas. “Não são produtores de soja, mas produzem trigo, isso tem efeito mais psicológico, se tiver quebra de produção e a demanda migrando de farelo e milho para trigo para ração a questão começa a ficar mais complicada para o trigo”, argumentou o analista.
Devido a essa situação o mercado deve permanecer volátil. “O mercado tem muitos investidores que observam somente a parte financeira e a cada alta um pouco maior, não tenho dúvidas que independente dos fatores fundamentais irão embolsar parte desse lucro”, finalizou Cachia.