DA REDAÇÃO: Colheita atrasada e proibição de queimadas diminuem ATR da cana-de-açúcar em Piracicaba (SP)
Segundo o gerente do departamento técnico agronômico da Associação de Fornecedores de Cana de Piracicaba, José Rodolfo Penatti, boa parte dos pequenos produtores ainda trabalha com colheita manual e não têm mão-de-obra para cortar a cana crua. “Dificuldade da colheita é maior quando cana não é queimada e cana crua possui ATR menor também. Temos um volume de ATR muito baixo. No mesmo período do ano passado tínhamos em torno de 135kg de ATR acumulado, este ano o volume é de 125kg”, afirma.
Com índice menor de ATR, rentabilidade dos produtores também apresenta queda. “Custos para produtor que irá colher cana manualmente e crua aumentam no mínimo entre R$5 e R$6 por tonelada, com mão-de-obra e transporte. Custo hoje gira em torno de R$68 e produtor recebe R$63 por tonelada de cana”, explica Penatti.
Baixa rentabilidade deve limitar investimentos do produtor em tecnologias e renovação de canaviais para a próxima safra.
Produtor agora deve estar atento e monitorar lavouras para que queimadas acidentais não aconteçam neste período seco, pois proibição prevê multas em caso de descumprimento.