DA REDAÇÃO:Mercado realiza lucros, mas tendência ainda é altista
“O cenário macro econômico também estava um pouco ruim na parte da manhã, as bolsas caindo e o dólar se valorizando. É uma queda pequena e o mercado acabou fechando bem ainda, graficamente acima dos suportes”, afirmou Perottoni.
O operador sinaliza a oleaginosa em novembro pode buscar os US$ 17,50 por bushel no curto prazo, e no milho as projeções indicam US$ 9 dólares por bushel no curto prazo. O mercado também está atento ao Pro Farmer Crop Tour, que levanta uma produtividade menor do que a divulgada pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
“O USDA anunciou 126 bushel por acre, e o levantamento faz uma média de 110 a 100 bushel por acre, o que revelaria a safra norte-americana bem menor do que o esperado dando sustentação ao mercado a longo prazo”, explicou o operador.
Em decorrência desse cenário, a safra da América do Sul será uma produção para regularizar os estoques mundiais. Para Perottoni, a situação é muito complicada e a relação entre estoques e consumo é a menor desde 1965.
Além disso, o operador afirma que a demanda continua firme. “Há 2 anos, a soja acima de US$ 14 por bushel em Chicago inviabilizava o esmagamento de soja para produção de óleo na China, hoje trabalham com 16 dólares e ainda viabiliza a operação no país, a demanda tem se ajustado e continua firme”, disse.
Ao contrário desse quadro a oferta segue pressionada, hoje (22) foi divulgado que dois estados dos EUA concordaram em diminuir o uso de milho para a produção de etanol. “A redução pode acontecer, poderá haver uma realização de lucros, pois temos uma diminuição bem significativa da demanda”, falou Perottoni.
Ainda de acordo com o operador, duas grandes notícias podem movimentar o mercado, a primeira seria alguma decisão em relação ao etanol, e a produção de trigo na Rússia que pode refletir no mercado de milho.
Outro fator que também pode impulsionar as commodities é o relatório do USDA que será publicado no início de setembro, com os primeiros dados da produtividade do milho e soja.
“Já os produtores brasileiros devem trabalhar fazer vendas escalonadas. Olhando o custo de produção e preço que tem hoje nos mercado futuros, tem uma margem muito grande, uma renda muito interessante para o produtor”, orientou o operador.