DA REDAÇÃO: Commodities Agrícolas encerram quarta-feira (29) com altas expressivas
Para o operador de mesa, Flávio Oliveira, nos últimos dois dias o mercado trabalhou no compasso de realização de lucros. “Então a parte especulativa comprada do mercado, principalmente os fundos, aproveitaram para colocar os lucros no bolso”, falou.
E hoje, o mercado voltou a se preocupar com a quebra da safra de trigo na Austrália e na Rússia. Há notícias de que a Rússia iria proibir as exportações de trigo, já que o país é um grande exportador do produto.
“Essa questão voltou à tona, e como o milho é substituto em algumas ocasiões para o trigo, o mercado aproveitou para fazer um movimento maior de alta depois dessa ‘limpeza’, de segunda e terça-feira”, afirmou Oliveira.
Além desse cenário de aperto de oferta de trigo, o mercado também está preocupado em relação aos níveis de produtividade de oleaginosa e milho na safra norte-americana. E na semana passada foram divulgados números do ‘Pro Farmer Crop Tour’, da região produtora dos Estados Unidos e o mercado acabou realizando em função disso, conforme explicou o operador.
“O mercado já esperava números mais baixos do que os divulgados pelo relatório de agosto do USDA, o que deu fôlego para o mercado. Então o mercado começa a se posicionar em relação a isso, e em setembro tem um novo relatório de oferta e demanda”, disse Oliveira.
O operador ainda sinaliza que os fundamentos ainda são positivos e a safra dos EUA é menor do que as projeções iniciais. E os movimentos de alta deverão ser mais comuns, até a definição da produção norte-americana e da safra 2012/13 do hemisfério-sul.
Em decorrência desse cenário, Oliveira frisa que o mercado pode apresentar cotações ainda mais elevadas. “Hoje, no Porto de Paranaguá, a saca da soja foi comercializada a R$ 92,00”, finalizou o operador.