DA REDAÇÃO: Tendência no mercado do boi gordo é altista

Publicado em 03/09/2012 13:50 e atualizado em 03/09/2012 15:14
Boi gordo: Indicadores de preço em SP já se aproximam dos R$95,00. Tendência continua sendo de alta. Apenas no RS movimento é diferente do resto do país, com oferta maior. Diferenciais de base encurtaram, o que melhora as margens do pecuarista.
No mercado do boi gordo os indicadores de preços em São Paulo já se aproximam dos R$ 95,00. Segundo a consultora de mercado, Lygia Pimentel, agora o mercado chegou a uma alta consistente.

“O mercado do futuro vinha numa alta, linha ascendente mais dias de alta do que de baixa. E desde o começo vínhamos falando, é possível a entrada de baixa de ciclo, tem uma oferta maior, chuvas fora de época, mas mesmo assim com a entressafra faltou pasto, faltou boi gordo”, explicou Lygia.

A consultora sinaliza que a falta de boi é sistêmica, em função da seca que chegou forte. Em decorrência desse cenário, no Mato Grosso do Sul já está sendo realizadas comercializações a R$ 91,00, então o mercado segue pressionado para cima.

“Essa situação acontece em todo o país, menos no Rio Grande do Sul, pois no estado o mercado antecipa o movimento do mercado pecuário brasileiro. O pessoal está tirando o boi para colocar a agricultura com isso acaba ofertando mais bois”, afirmou Lygia.

Além disso, o diferencial de base encurtou o que melhora as margens dos pecuaristas. “Quem fez o hedge antes, melhorou a negociação, melhorou a margem do pecuarista, e mesmo quem não o hedge o diferencial de base melhorou bastante tem mais ou menos de 6%, o que ajuda os pecuaristas”, disse a consultora.

Já as escalas estão curtíssimas, é uma situação crítica, mas nada fora da normalidade da entressafra. O otimismo está voltando ao mercado e falta de boi hoje, inclusive de boi confinado é resultado do pessimismo que atingiu o setor há quatro meses, conforme frisou Lygia.

“E agora com essa melhora nos preços vemos um otimismo exacerbado, que também pode interferir no possível aumento da oferta, sempre ficar de olho na balança que o mercado faz, quando estiver bom tentar ser cauteloso e quando estiver ruim tentar enxergar que não é fim do mundo”, argumentou a consultora.

Ainda de acordo com Lygia, essa situação não atinge as reposições, principalmente os bezerros, uma vez que falta pasto. “A reposição agora só no boi magro, pois muitos pecuaristas querem colocar o boi no cocho”, finalizou.

Fonte: Notícias Agrícolas

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