DA REDAÇÃO:Mercado realiza lucros em Chicago
Além disso, um fundamento que contribuiu para esse cenário é a chegada física da safra norte-americana ao mercado. “Então o mercado físico um pouco mais ‘fraco’ com o início da colheita da produção dos EUA motivou essa realização assim como outros mercados também influenciaram”, explicou Monte.
Como é o caso do trigo, as chuvas que para a soja e milho não são benéficas, pois a safra começa a ser colhida e isso pode atrasar a colheita dos grãos, para o trigo é benéfico, por isso o produto teve uma queda de cerca de 2%, hoje.
No entanto, o consultor sinaliza que não há uma mudança de tendência no mercado, pelo menos até a divulgação do relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que acontecerá no próximo dia 12.
“Antes disso o mercado tende a ficar um pouco mais parado em alguns momentos com realização de lucros e outros momentos com alguns ganhos, mas não há mudança de tendência”, afirmou Monte.
Ainda de acordo com o consultor, o mercado ainda está curioso em relação ao rendimento da produção norte-americana e o tamanho real da safra. Apesar do mercado já ter trabalhado as perdas, ainda existe a especulação sobre esses números.
“Também temos a demanda, o USDA tem cortado a demanda no milho e na soja e ainda esses números precisam ser avaliados, pois o corte é bem grande, resta saber se vamos conseguir esse corte na demanda ou não”, falou Monte.
No caso da soja, os preços ainda não conseguiram racionar a demanda, e o mercado trabalha com especulações de que a partir de março/ maio de 2013 os Estados Unidos poderia ficar sem soja. “Podemos ver que os contratos que precificam a safra sul-americana março e maio/13 são os contratos que menos caíram”, ratificou o consultor.
Em decorrência dessa situação os produtores brasileiros devem fazer vendas, pois os preços proporcionam uma boa rentabilidade aos agricultores.