DA REDAÇÃO: Números do USDA derrubam cotações do milho

Publicado em 12/09/2012 11:41 e atualizado em 12/09/2012 16:40
USDA: Relatório divulgado hoje (12) é altista para a soja, indicando queda na produtividade da oleaginosa. Estoques continuam historicamente apertados nos EUA. Milho teve queda de produção menor que a esperada, e mercado recua em resposta aos números.
O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) divulgou nesta quarta-feira números sobre a produção de sua safra de grãos, bem como volume dos estoques mundiais. De acordo com o consultor da Cerealpar, Steve Cachia, especulações sobre o relatório dividiam o mercado antes de sua divulgação. “Alguns acreditavam que as chuvas recentes poderiam ter provocado uma recuperação na produtividade da safra americana, enquanto outra parte do mercado via como consolidadas as perdas na produtividade”, explica.

O relatório, no entanto, aportou que apesar das precipitações, as perdas nas lavouras de soja nos EUA aumentaram, enquanto os estoques, que já são historicamente baixos, se mantiveram estáveis, dando tom altista ao mercado da oleaginosa nesta quarta-feira.

Para o milho, o impacto imediato do relatório foi negativo, segundo Cachia. “Queda (na produção e produtividade) foi considerada muito pequena. Boa parte do mercado acreditava que o número de produção da safra norte-americana este mês seria bem menor que o divulgado em agosto”, afirma. O aumento nos estoques finais do cereal completou o cenário baixista para as cotações. “O mercado entendeu que pode haver um pouco mais de milho do que se imaginava e, obviamente, se protegeu”, explica.

No entanto, o consultor afirma que a tendência negativa não deve prevalecer para o milho, mas que o mercado tende a continuar bastante volátil. “Quebra na safra norte-americana foi muito grande e isso não vai se resolver de uma hora para outra. Demanda mundial continua muito forte, principalmente no norte da África e na própria China, que voltou a importar milho. Com disponibilidade do cereal dos EUA muito menor, bem inferior aos anos anteriores, provavelmente vamos ver uma demanda maior pelo milho brasileiro”, avalia.

Para concluir, Cachia explica que o “milho já tentou duas vezes testar novos patamares, testou os US$8/bushel, mas níveis acima deste começam a mexer com a demanda. Ao contrário da soja, que com preços acima dos US$17/bushel ainda tem compras bastante agressivas. A gente acredita em um mercado bastante volátil daqui para frente, o fato é que o quadro americano de oferta e demanda para 12/13 vai continuar bastante apertado e haverá necessidade de racionamento do produto e isso só será possível com aumento de preço. Isso mostra que, para a soja, ainda não vimos as máximas do ano”, afirma.

Fonte: Notícias Agrícolas

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