DA REDAÇÃO: Tendência é altista para a soja
“Existiam muitos fundos nervosos, achando que o USDA reportaria uma produção maior do que o mês de agosto e isso não aconteceu. O órgão surpreendeu o mercado, então a soja devolveu as perdas pré-relatório. A tendência de alta continua só que ainda assim estamos em setembro mês de colheita pela frente, o que pode pressionar o mercado”, explicou Dejneka.
O analista sinaliza que as baixas devem ser compradas e os produtores devem aproveitar as altas para comercializar um pouco. Além disso, o mercado precisa que a safra do Hemisfério Sul seja excelente e a próxima safra norte-americana não tenha problemas, para que os estoques mundiais possam ser restabelecidos.
“E a história de que a China irá diminuir a demanda, e de que vai desovar os estoques, eu não acredito. O Governo chinês está muito preocupado com a inflação alimentar, não pode ter inflação interna, pois se isso acontecer ele não poderá ativar os mecanismos de ajuda a economia que vem fazendo para tentar combater os efeitos da crise atual”, afirmou o analista.
Em decorrência desse cenário, o analista diz que em outubro o mercado pode registrar novas máximas. “E também podemos ter o tanto de soja que tiver, mas ninguém está falando dos problemas logísticos que teremos não será tão simples reabastecer o mundo quando a soja entrar na América do Sul”, finalizou Dejneka.