DA REDAÇÃO: Pico de consumo interno para os grãos será nos próximos 45 dias
“Além disso, o último relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) não trouxe nenhum grande impacto nesse mercado. E agora o que irá definir os preços no caso do milho é a paridade de exportação”, afirmou Arantes.
O analista sinaliza que o mercado trabalha acima dessa paridade hoje, e o pico de consumo acontece na segunda quinzena de setembro, no mês de outubro e início de novembro. Com isso, a maior pressão de demanda interna é nos próximos 45 dias, em função disso, está mantendo um pouco acima a paridade de exportação.
“Mas acredito que a referência principalmente depois de novembro será a exportação. Hoje os preços no mercado giram em torno de R$ 24,00 para o milho, já a soja é de R$ 74,00. A oleaginosa não chega a ter muita variação, pois o esmagamento está próximo da região produtora, diferentemente do milho”, explicou Arantes.
Já em relação aos fertilizantes, a grande preocupação é a logística. A estimativa é que cerca de 60% dos produtores já fizeram a aquisição, mas a entrega está abaixo disso. Com o início das chuvas, a apreensão é que as entregas não sejam feitas a tempo.
“E a nossa preocupação é que os 40% que ainda não adquiriram, em função da greve, porque esse atraso pode ocasionar problemas na entrega mais no final do plantio da safra e até visando à safrinha que começa em fevereiro”, finalizou o analista.