DA REDAÇÃO: Mercado realiza lucros em Chicago nesta segunda-feira (17)
“Já no caso do milho, dois componentes contribuem para esse cenário baixista. O primeiro é que apesar da quebra na safra norte-americana, é uma safra que está entrando no mercado, o que pressiona os preços”, afirmou Galvão.
O analista também sinaliza que a demanda, principalmente nos EUA, retrocedeu um pouco, em função dos altos preços do milho nos últimos três ou quatro meses. O mesmo comportamento acontece no Brasil, as indústrias de carne e representantes do setor reclamam das dificuldades enfrentadas pelos produtores.
“Em decorrência desse quadro muitos granjeiros começaram a de fato reduzir plantel, até que isso gere uma recuperação nos preços do frango, da carne de porco, do ovo, do leite”, disse o analista.
Além disso, na semana passada antes da divulgação do relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), as cotações registraram altas significativas, e agora o mercado recupera parte desse lucro.
“Historicamente o USDA só voltará a fazer mudanças mais expressivas no seu quadro de oferta e demanda somente em dezembro ou janeiro, então esses três últimos meses do ano, tendem a ser mais frios de notícias em Chicago. E gradativamente as notícias passam a ser na América do Sul, principalmente no Brasil”, explicou Galvão.
Devido a esse quadro, o analista acredita que a safra 2012/2013 promete boa rentabilidade aos produtores das diferentes regiões do Brasil. E apesar das oscilações pontuais nas cotações, o mercado tanto de milho, como o de soja, permanecem firmes.
“E precisaríamos de duas safras excepcionais, no Brasil e nos EUA e em outros países para recuperar minimamente os estoques globais do grão”, falou Galvão.
Já, em relação à próxima safrinha de milho brasileira, o analista afirma que os preços próximos a R$ 30,00 não seriam impossíveis. A Secretária de Comércio Exterior divulgou na semana passada, que o mês de agosto foi recorde a exportação de milho no Brasil, cerca de 2.8 milhões de toneladas.
“Com isso, a demanda externa irá ajudar na sustentação dos preços, não só para o remanescente de 2012, mas também para o decorrer de 2013”, argumentou Galvão.