DA REDAÇÃO: Produtores do MT aguardam chuvas para começar o plantio
“Na verdade, não irão jogar fora, simplesmente a Monsanto em um sinal de maturidade, entendendo o posicionamento da Aprosoja vai mandar essa semente para as indústrias esmagarem em farelo e óleo”, explicou Fávaro.
Além disso, o presidente afirma que os produtores do Mato Grosso são receptivos a novas tecnologias o que pode ser considerado como um dos motivos do avanço na produção do estado e no Brasil. Mas, os produtores brasileiros não podem correr o risco de ter embargo na soja brasileira devido à contaminação, conforme sinalizou Fávaro.
“600 mil sacas de sementes plantadas no Brasil a fora, apesar da Monsanto ter um programa de monitoramento para levar para esmagamento, isso ia sair do controle, é muita área plantada, iria contaminar toda a oleaginosa brasileira, e todos pagaríamos um preço muito alto”, disse o presidente.
No entanto, caso haja liberação do uso dessa tecnologia por parte da China, os produtores brasileiros podem usar as sementes de soja Intacta, como informa Fávaro. E no estado, os produtores aguardam as chuvas para iniciar o plantio.
“Tivemos chuvas isoladas essa final de semana, acredito que algum produtor um pouco mais otimista em relação às chuvas pode começar o plantio hoje, em função de que já passamos o período do vazio sanitário, mas é fundamental que ocorra chuvas em todo o estado”, frisa o presidente.
Ainda de acordo com Fávaro, a grande preocupação é a ferrugem asiática, que devido às chuvas abundantes, mantiveram a soja guaxa ativa. Em decorrência desse cenário, os agricultores devem fazer o monitoramento, destruir a soja que ainda resta e fica atento, pois a praga pode ser muito severa esse ano e tirar a rentabilidade dos produtores.
Já no Mato Grosso, os agricultores já comercializaram cerca de 60% da safra futura a níveis satisfatórios e que garantem lucros. A dúvida é o segundo semestre de 2013, pois houve um aumento significativo das áreas plantadas na América do Sul.
“Então, duas super safras em um mesmo ano, no Hemisfério Sul e depois no Hemisfério Norte, resta saber se teremos sustentação para esses preços de hoje. Mas, o produtor já tomou a sua providência, 60% da produção está comercializada e certamente teremos um ano muito bom”, finalizou o presidente.