DA REDAÇÃO: Praga causa queda na produção de cacau na Bahia
“O vídeo foi produzido pelo Instituto Pensar Cacau, e mostra o que foi feito com os documentos. O inquérito da Polícia Federal foi um ato humano deliberado, que não foi possível identificar os autores e o crime já prescreveu”, disse Galvão.
Em decorrência dessa praga, a produção de cacau no estado registrou uma queda de 397 mil toneladas para 120 mil toneladas, nos últimos 12 anos. Essa situação também ocasionou o desemprego de mais de 100 mil pessoas.
Além disso, o vice-presidente sinaliza que houve recentemente uma importação de cacau, com origem da Costa do Marfim, irresponsável, uma vez que, 8.5% das amêndoas estavam contaminadas com insetos vivos.
“Só foram achados na carga quatro insetos, porém temos na África uma doença chamada ‘Broto Inchado’, que já matou mais de 150 mil árvores. E na Indonésia, de onde também importamos cacau, há uma broca e mata plantações de uma forma monstruosa”, afirmou Galvão.
Código Florestal – Há uma grande discussão em torno das Áreas de Preservação Permanente (APP), principalmente nas áreas de rios intermitentes. O vice-presidente explica que na região da seca durante três ou quatro meses, corre água nesses rios e os produtores plantam feijão, milho nessas áreas úmidas, no leito seco que ainda tem um pouco de umidade.
“Mas, se forem obrigados a fazer a APP de 30 metros de cada lado, serão milhares de hectares perdidos para plantio que é um plantio de subsistência. E se tiver que fazer a APP milhares de pessoas serão desalojadas”, finalizou.