DA REDAÇÃO: Produtores de feijão irão migrar para o plantio de soja e milho
“Provavelmente a região de Castro (PR) manterá a área no estado que é considerado o mais importante na primeira safra em termos de produção”, explicou Lüders.
Em decorrência desse cenário, a estimativa é que no primeiro trimestre de 2013 a produção seja menor do que em 2012. Já os preços do feijão permanecem compensadores, o grão nota 9 está sendo comercializado a R$ 175,00, o grão nota 8.5 a R$ 165,00 e o nota 8 a R$ 155,00.
“O mercado já subiu e já esteve mais alto perto de R$ 200,00. E a expectativa dos compradores, e empacotadores é que o mercado volte a reagir a qualquer momento”, afirmou o analista.
Ainda de acordo com Lüders, as cotações estão bastante interessantes, e estão buscando estocar os grãos, pois a perspectiva que nos próximos 15 a 20 dias a oferta deve diminuir novamente.
“Diversos produtores também pensam assim, e se retiraram do mercado, então sobe Minas, sobe Goiás, fala-se em 15,00 a 160,00 ao produtor. E a ideia dos empacotadores é pagar a R$ 140,00 até 150,00, então está bem difícil está guerra de braço”, argumentou Lüders.
O analista também sinaliza que, pode haver novas altas no mercado, mas é preciso ver se o consumidor vai conseguir assimilar os preços. “Não é só o feijão que está subindo, vai pesar a inflação no segundo semestre no bolso do consumidor”, disse.
E o mercado brasileiro necessita de cerca de 3,3 milhões de sacas de feijão carioca todo mês, então não há nenhuma indicação de baixa nas cotações. A tendência é que o mercado volte a firmar, a dificuldade é afirmar quando isso irá acontecer.