DA REDAÇÃO: Cerca de 45% da produção de soja/2013 do Paraná está comercializada

Publicado em 20/09/2012 14:54 e atualizado em 20/09/2012 16:07
Grãos: Em Maringá-PR, produtores se preparam para plantio. Cerca de 45% da produção da soja/2013 já está comercializada. Boa produtividade da safra brasileira pode segurar o ímpeto altista do mercado. Demanda ainda é o principal foco para definição de cenários.
Os produtores do Paraná estão prontos para iniciar o plantio da safra 2012/2013. Assim como em outras regiões do país, o nível de comercialização antecipada no estado é de cerca de 45%. Segundo o consultor de mercado da FCStone, Glauco Monte, os altos preços incentivaram os produtores a venderem antecipadamente.

“Não sei se todos os produtores conseguiram pegar esses valores de R$ 70,00, mas acredito que boa parte conseguiu pegar bons preços mesmo que não tenha sido os R$ 70,00, entre R$ 65,00 e R$ 70,00 foi um excelente preço para comercializar antecipadamente a safra de soja”, explicou Monte.

O consultor também sinaliza que os a médio e longo prazo as cotações devem ser um pouco menores do que os atuais patamares, e que os melhores preços já foram e continuam sendo registrados no mercado. Além disso, se a safra brasileira for cheia, isso de certa forma pode segurar o ímpeto altista do mercado.

“E o grande nome do jogo será a demanda, sabemos que a China não parou de comprar, haja vista que as exportações hoje nos EUA vieram mesmo que dentro do esperado com volume interessante, mostrando que a china não parou de comprar, e até aproveitou essa queda do mercado”, argumentou Monte.

O consultor orienta que os produtores fiquem atentos, pois o mercado pode apresentar repiques nos preços, e a relação de oferta e demanda continua apertada nos EUA. E o melhor momento para comercializar a safra deve ser desse momento até o final de outubro.

“Vale lembrar que quanto mais antecipado você vende, vamos supor que o dólar não se altere muito, pega uma cotação de dólar um pouco melhor, tem que tomar cuidados com os prêmios o ano que vem, pois se o Brasil produzir muito os prêmios pode cair um pouco mais, se Chicago se manter nesses patamares”, afirmou Monte.

Além disso, os produtores devem guardar um pouco da safra caso aconteça algum problema ou a retomada da demanda, para aproveitar preços mais altos que podem ser registradas a médio e longo prazo.

“Mas temos que tomar cuidado, estamos vindo com uma safra brasileira grande e uma safra Argentina grande e temos alguns problemas no cenário econômico, como hoje o pessoal preocupado a questão com crescimento mundial podendo afetar as cotações nas Bolsas”, disse Monte.

Já o milho deve continuar com preços remuneradores aos produtores. A queda na Bolsa de Chicago, em função da entrada da colheita norte-americana no mercado, refletiu no mercado físico. “Os preços do milho está acima da média e será muito bom para os produtores até o final do ano”, finalizou.

Fonte: Notícias Agrícolas

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