DA REDAÇÃO: 85% das plantas guaxas estão com ferrugem viável no MT
“Após 90 dias de seca, a meteorologia aponta as primeiras chuvas, e agora ela vem com tudo. Já temos visto plantadeiras nas margens das rodovias e o pessoal iniciando essa primeira fase do plantio”, explicou Ribas.
No entanto, a grande preocupação é com a ferrugem nas plantas da oleaginosa. De acordo com o Fiscal Federal do MAPA, Vanderley Dias Guerra, em um levantamento realizado pelo órgão juntamente com a Aprosoja Universidade que percorreu todo o estado, em mais de 200 pontos foram encontramos a planta guaxa.
“E o que mais nos preocupou é que mais de 85% dessas plantas estão com ferrugem, e o que é pior a ferrugem está viável, o que significa que existe a possibilidade real desses poros saírem dessas plantas e atingirem a lavoura que está para ser iniciado o plantio”, afirmou Guerra.
O fiscal ainda sinaliza que os produtores rurais fizeram o seu trabalho e destruíram as plantas guaxas nas suas lavouras. E as que foram encontradas estão localizadas dentro das cidades ou nas margens das rodovias.
“A partir da informação de como está o esporo nestas plantas, podemos imaginar que se houver alguma área que o produtor não tenha feito essa destruição está área está suscetível”, disse o fiscal.
Em decorrência desse cenário, a orientação é que os produtores façam o monitoramento. Além disso, o aumento no plantio da soja precoce pode favorecer a expansão da ferrugem para a oleaginosa plantada tardiamente.
“Então é possível que em outros estados, cada um vai fazer a avaliação, mas onde houve um a planta de soja é possível que 85% dela esteja com ela, o fungo está presente e é possível que salte para a lavoura que está sendo plantada, então o produtor deve ficar atento”, argumentou Guerra.
Ainda de acordo com o diretor técnico, os produtores devem realizar as aplicações efetivas, a primeira aplicação é fundamental e deve ser no momento da pré-florada. “Os produtores devem ficar atentos e a Aprosoja, e o projeto anti-ferrugem irá estar na atividade, os agricultores devem procurar o monitoramento efetivo”, finalizou.