DA REDAÇÃO: Demanda por soja permanece firme

Publicado em 27/09/2012 13:49 e atualizado em 27/09/2012 15:05
Grãos: Cotações de soja recuaram aos menores níveis em 12 semanas, com perdas de mais de US$2,00 dólares. Compradores entendem momento como boa oportunidade para realizar as compras. Demanda forte e possível melhora nas Bolsas ao redor do mundo trazem tentativa de reação.
Nesta quinta-feira (27) a soja iniciou o pregão eletrônico, em Chicago, com perdas de mais de vinte pontos. No início da tarde a oleaginosa recuperou as baixas nos dois primeiros vencimentos. Segundo o analista da Cerealpar, Steve Cachia, essas quedas são vistas pelos investidores como boas oportunidades de compras.

“Recentemente tivemos uma queda forte, cotações de soja alcançaram o menor nível em 12 semanas, com perdas de mais de US$ 2 dólares, e com isso muitos entendem que são boas oportunidades de compras”, ratificou Cachia.

A demanda do produto permanece firme, principalmente agora que os preços caíram. “Hoje (27) mesmo o órgão divulgou uma venda de cerca de 910 mil toneladas de soja para a China”, disse o analista.

Além disso, esse fator de demanda aliado a uma tentativa de melhora nas principais bolsas de valores ao redor do mundo faz com que o mercado tente reagir. O analista também sinaliza que o mercado começou a cair, em função da pressão sazonal ocasionada pela colheita norte-americana.

“Mas essa situação se agravou devido ao pessimismo durante essa semana em relação à crise na Zona do Euro, coincidiu com o ajuste de posição dos fundos de final de mês, e vimos uma queda relativamente forte nos últimos dias”, explicou o analista.

Apesar desse cenário pressionado, Cachia afirma que o mercado de commodities agrícolas deve voltar a trabalhar os fundamentos que são altistas a médio e longo prazo. Com isso, os preços tendem a se recuperar do ponto de vista fundamental.

 “No entanto, a grande preocupação é com a questão financeira, que não sabemos se irá melhorar. Essa questão pode realmente deixar um pouco mais pessimista essa situação de fundamentos altistas, fora isso eu vejo ao mercado em função da forte demanda internacional voltando a reagir”, argumenta Cachia.

Já em relação às perdas nas lavouras de milho, em função das chuvas, o analista acredita que as perdas localizadas e que não deve afetar a situação de modo geral a nível Brasil. E os preços irão depender do que acontecer em Chicago.

“Há notícias de que os EUA comprou cerca de 1 milhão de toneladas de milho brasileiro. Enquanto a demanda continuar firme existe possibilidade das cotações permanecerem sustentadas, mas alertamos que o mercado está em uma fase bastante incerta seja por fatores fundamentais sazonais ou fatores como a questão financeira econômica”, finalizou Cachia.

Por: Kellen Severo e
Fonte: Notícias Agrícolas

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