DA REDAÇÃO: Soja tem dia de baixa em Chicago
Publicado em 01/10/2012 13:48
e atualizado em 01/10/2012 17:40
Grãos: Foco do mercado são condições de plantio na América do Sul. Primeiros contratos da soja devem ficar entre US$15,00 E US$16/bushel até entrada da safra sul-americana. Caso safra for grande,preços devem cair para US$13,50 assim que primeiras colheitas chegarem ao mercado.
Nesta segunda-feira (1) os futuros da soja negociados na CBOT operam em queda nos principais vencimentos. De acordo com o consultor de mercado, Carlos Cogo, o avanço na colheita norte-americana volta a pressionar as cotações, e o mercado começa a observar o plantio na América do Sul.
“Quando começaram a voltar às chuvas e houve uma normalização no plantio, principalmente no Brasil Central, o mercado se acalmou. Resumindo estamos partindo para um ponto de equilíbrio que será entre US$ 15,00 e US$ 16,00 por bushel nos primeiros contratos para a soja”, explicou Cogo.
A expectativa é que os preços se mantenham nesses patamares até a entrada das primeiras colheitas na América do Sul. E a partir desse cenário, o mercado deve buscar níveis de preços mais baixos, entre US$ 13,50 e US$ 14,50 por bushel.
“Com a entrada da safra deveremos ter um patamar mais baixo, e se a safra se confirma como uma safra normal e grande no hemisfério sul, o mercado ficará mais calmo e haverá uma recomposição de ofertas para níveis similares aos do ano passado”, afirmou o consultor.
Cogo ainda sinaliza que esse quadro desvia parte das compras para a América do Sul, o que gera um efeito negativo para os traders que enxergam uma demanda enfraquecida para a soja nos EUA. Porém, isso não ocorre, uma vez que, é um desvio da demanda para lugares que tenham o produto para ser ofertado, como é o caso do Brasil, Argentina e Paraguai.
Já no milho, o consultor acredita que o patamar de US$ 7,50 por bushel no vencimento dezembro 2012, encontra interesse de compra bastante forte. Além disso, o trigo também segura o milho, devido aos altos preços do produto.
“E vai haver uma competição entre trigo e milho para o uso de ração, e agora irão faltar milho e trigo, em função das quebras no Leste Europeu, no Centro da Europa, e também a menor safra da Argentina, que é um dos maiores plantadores de trigo do mundo”, argumentou Cogo.
Já as perdas no sul do Brasil, em função das fortes chuvas e geadas registradas na última semana, podem ocasionar quebras de contrato de trigo para exportação. Somente no ano passado, o país exportou em torno de 2,2 milhões de toneladas de trigo.
Ainda segundo o consultor, o El Niño de fraca intensidade está bem diferente do seu comportamento, e interrompe o plantio no sul do país, em função do excesso de chuvas, e não há chuvas no Brasil Central.
“Essa situação começa a preocupar em relação ao plantio da segunda safra de milho, que tem potencial para cobrir cerca de 40% da área de soja em 2012, que é a quantidade de sementes precoces que foram usadas, e teria um grande aumento de novo na segunda safra de milho, com bons preços projetados para 2013”, disse Cogo.
No entanto, caso haja um plantio fora de época o potencial de produtividade certamente não será como em 2012, um volume bom e que permitiu esse número grande de exportações.
Fonte:
Notícias Agrícolas