DA REDAÇÃO: Commodities operam em queda na Bolsa de Chicago
Publicado em 02/10/2012 13:39
e atualizado em 02/10/2012 14:22
Grãos: Movimento de baixa é de curto prazo devido à colheita nos EUA, que já está 41% concluída. Fundos estão liquidando suas posições e cenário é momentâneo. China está fora do mercado nessa semana, o que também desaquece preços em Chicago.
O mercado de Commodities Agrícolas realiza lucros nesta terça-feira (2) na Bolsa de Chicago. Os futuros da soja operam com perdas de mais de vinte pontos nos principais vencimentos. De acordo com o analista da New Edge, Daniel D’Ávilla, essa queda é apenas um movimento de curto prazo.
Os grãos seguem pressionados, devido ao avanço na colheita norte-americana. Em comparação com o mesmo período de 2011, o percentual colhido era de 15% e hoje (2) esse volume é de 41%, conforme explicou o analista.
“Somente na semana passada, foram colhidos cerca de 19% da safra nos EUA, foram 13.5 milhões de toneladas derramadas no mercado, com isso a pressão da colheita exerce uma forte pressão sobre o preço em Chicago”, explicou D’Ávilla.
Outros fatores também contribuem para esse cenário pressionado, como é o caso do feriado na China. O analista sinaliza que com essa situação, o país está fora das negociações essa semana, o que consequentemente deixa os preços um pouco mais enfraquecidos em Chicago.
“Além disso, a divulgação do relatório de alguns analistas privados, e o mercado espera um relatório levemente baixista, em função da produtividade da soja que está acima do anunciado no último relatório do USDA”, afirmou D’Ávilla.
Em decorrência desse cenário, os fundos que estavam bem posicionados estão liquidando suas posições, o que não significa que seja uma tendência baixista, mas sim um movimento momentâneo de mercado.
Ainda de acordo com o analista, no início de 2013 não haverá soja disponível. Em função dessa situação a tendência é que haja uma pressão no mercado, devido à colheita, e isso baixe os preços, mas depois as cotações devem subir novamente.
“A orientação é que os produtores vendam aos poucos, e não caia no erro de tenta acertar o mercado em alta e acabar perdendo tudo”, finalizou D’Ávilla.
Fonte:
Notícias Agrícolas