DA REDAÇÃO: Soja opera em alta nesta quinta-feira (4)
De acordo com o analista de mercado da Futures International, Pedro Dejneka, o movimento de queda foi decorrente das vendas por parte dos fundos. E a falta de fundamentos no curto prazo, contribuiu para que o mercado não permanecesse sustentado.
No entanto, o analista sinaliza os fundamentos a médio prazo continuam firmes, assim como a demanda. “A China não comprou muito em setembro, e desovou parte dos seus estoques, o que acredito que tenha sido estratégia de mercado, mas o país deve voltar às compras, e não há soja suficiente nem na América do Sul e nem nos EUA”, explicou Dejneka.
Em decorrência dessa situação a tendência é que as cotações retomem as altas. Mas, antes que isso aconteça o mercado deve passar pelo relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) que será divulgado na próxima quinta-feira (11).
“O relatório sempre tem muitas surpresas, e o mercado ficará ansioso em relação ao que poderá ser divulgado para a soja. Porém, o mercado já meio que precificou um relatório relativamente baixista para a oleaginosa, ou seja, anunciando uma oferta maior do que já divulgado em setembro”, afirmou o analista.
Dejneka também afirma que se o relatório apontar um dado de produção na soja em torno de 4% ou 5,5% a mais do que em relação ao mês passado, o mercado pode ser pego de surpresa. Por isso, é necessário que os produtores fiquem atentos às informações do departamento.
Ainda na visão do analista, em função desse quadro o mercado pode tentar uma recuperação no pregão de hoje (4) e continuar na sexta-feira (5), uma vez que as quedas foram muito fortes. Com isso, pode acontecer uma recuperação pré-relatório, e há a expectativa de alta no curto e médio prazo, após as informações do USDA sobre a produção de soja nos EUA.
“Os fundamentos permanecem firmes, essa foi uma queda técnica e emotiva. A demanda permanece forte, e mesmo com a oferta maior será absorvida rapidamente pelo mercado que buscará novas altas”, ratificou Dejneka