DA REDAÇÃO: Safra na América do Sul passa a ser o foco do mercado
Publicado em 05/10/2012 13:43
e atualizado em 05/10/2012 15:19
Grãos: Mercado trabalha na expectativa para o próximo relatório do USDA. Perspectiva é que haja ganho de produtividade para soja e milho.Possível impacto dos resultados já foi precificado. De agora para frente safra da América do Sul passa a ser o foco do mercado.
As Commodities Agrícolas operam em campo misto nesta sexta-feira (5) na CBOT. A soja trabalha com ganhos de mais de 5 pontos nos primeiros vencimentos e recua 9 novo pontos no contrato de maio/2013.
De acordo com o consultor da FCStone, Étore Baroni, o mercado está em compasso da espera na expectativa para o relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na próxima quinta-feira.
“A perspectiva do mercado é que haja um ganho em termos de produtividade na soja e também para o milho. Vale lembrar que o órgão vem reduzindo a produtividade e a demanda tanto para exportação como para esmagamento”, explicou Baroni.
Por outro lado, o departamento pode incrementar a produtividade, haja vista que a o clima seco nos EUA não foi tão agressivo nas lavouras da oleaginosa. O consultor sinaliza que esse fato não terá impactos nos estoques finais, pois a demanda pelo grão permanece elevada.
“As cotações nos patamares de US$ 15 por bushel ainda não racionam a demanda haja vista que preços maiores já foram registrados. E o preço a US$ 2 abaixo e a margem de esmagamento começando a ficar melhor na China o mercado a ter mais compras”, afirmou o consultor.
Além disso, Baroni acredita que o relatório do USDA não trará tanto impacto em relação aos preços, visto que o mercado já precificou essa expectativa do aumento na produtividade da safra norte-americana. Apesar disso, é necessário observar os números oficiais do órgão que irão direcionar o mercado.
E de agora em diante o foco do mercado será a produção da América do Sul, e a previsão de chuvas para algumas regiões produtoras no Brasil não devem pressionar as cotações em Chicago, devido aos estoques mundiais que são baixos.
“Precisamos de uma safra cheia no Brasil e na Argentina. A safra brasileira precisa ser como foi em 2011, para que os estoques mundiais fiquem nos mesmos níveis, caso isso não aconteça o impacto será sentido diretamente nos preços”, diz Baroni.
Em decorrência desse cenário, a expectativa é que o mercado permaneça sustentado com leve tendência para cima, uma vez que os estoques são baixos e a demanda permanece firme.
Por:
Kellen Severo
e
Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas